Saiba quais pontos da reforma tributária Jorginho e Cleverson discutem em Brasília

Governos estaduais concordam com a reforma tributária, mas querem alinhar pontos

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O governador Jorginho Mello e o secretário da Fazenda Cleverson Siewert em entrevista na Fazenda de SC Foto: Tiago Ghizoni, NSC

Existe consenso de que o Brasil precisa fazer a reforma tributária dos impostos sobre consumo e o projeto está para ser votado esta semana na Câmara dos Deputados. Mas alguns pontos são questionados pelos governos estaduais, inclusive pelo de Santa Catarina. Por isso, o governador Jorginho Mello e o secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, estão em Brasília para discutir isso com os parlamentes de SC e governadores do Sul e Sudeste.

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A agenda de Jorginho e Cleverson hoje, inclui a reunião com os parlamentares às 17h, e reunião com os governadores das regiões Sul e Sudeste, que integram o Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), às 19h30min. O objetivo é uma posição única e o secretário informou à coluna sobre os quatro pontos que terão alinhamento dos secretários de Fazenda e dos governadores:

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1 – Fundo dos Benefícios Fiscais – Queremos que isso tenha um valor definido e que a forma de repartição também fique clara.

2 – Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional também precisa ter valor definido. O governo quer um valor e nós (estados do Sul) queremos outro. E principalmente a forma de repartição também. O Sul e Sudeste querem um peso econômico maior nessa repartição e não só um peso social.

3 – Centralização da arrecadação e do Conselho deliberativo que vai gerir os recursos. A ideia é governança. Do jeito que está hoje é maioria simples e nós estamos querendo que exista um peso regional. Isso porque se você pegar todos estados do Cosud, que são Sul e Sudeste, nós temos 60% da população e 70% do PIB do Brasil. E o Norte e Nordeste acaba, com maioria simples, levando as votações. A gente quer um peso um pouco mais adequado nesse processo.

4 – Ocupação da base de arrecadação. Em tese, a reforma começa de imediato, a partir do ano que vem, com a CBS, vai reunir os impostos federais (PIS, Cofins e IPI). E o nosso, IBS (união do ICMS e ISS) entrará em vigor só em 2029. Então a união já vai tomando conta da base de arrecadação. Nós queremos que a lei aprove a base de arrecadação igual para dos dois impostos, mesmo que o nosso entre só a partir de 2029.

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– Eu acho que esses quatro pleitos são os principais e nós vamos juntos hoje, nessa reunião com os governadores, para ver se a gente consegue evoluir no assunto – explica Cleverson.

Para o secretário, é positivo o fato de que a mudança do ICMS e ISS para IBS seja somente em 2029. O ideal seria em 2033 porque até lá os estados ainda terão incentivos fiscais em vigor, concedidos para empresas.

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Na reunião dos governadores, além de Jorginho Mello, vão participar Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR), Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ) e Renato Casagrande (ES).

Na reunião com a bancada catarinense, o plano é passar para os parlamentares o que o governo pensa sobre a reforma e sobre estudos feitos sobre esses temas que ainda geram controvérsias, explicou o secretário.

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