Análise

Aglomeração no feriadão: Santa Catarina precisa discutir o turismo com coronavírus

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Por Ânderson Silva
13/10/2020 - 10h07

O feriadão de 12 de outubro em Santa Catarina deu sinais do que será o verão com coronavírus. Como resultado, fica o alerta para os catarinenses: o Estado precisa discutir qual turismo deseja ter com coronavírus. As aglomerações registradas no final de semana trazem preocupação num quadro em que a pandemia continua, sem perspectiva para a vacina e com casos entrando na triste conta da doença. Não se pode normalizar os registros de movimentação em praias e casas noturnas, com pessoas sem máscaras.

A discussão sobre o verão na pandemia interessa a todos. Por isso precisa envolver os diferentes segmentos da sociedade catarinense. A economia do Estado depende, em boa parcela, das receitas originárias do turismo. Sem ele, ou com seu enfraquecimento, os resultados nos cofres públicos serão nítidos. Mais um motivo para a importância de como Santa Catarina vai encarar os próximos meses.

A questão sanitária salta aos olhos, aquilo que diz respeito à saúde das pessoas. No inverno, os prefeitos da Serra Catarinense decidiram suspender atividades importantes do turismo durante alguns dias para evitar a proliferação da doença justamente por conta do descuido de turistas que estavam subindo para a região. Houve uma grande preocupação com os próprios moradores e trabalhadores locais. A medida foi forte, com impacto econômico, obviamente.

Os municípios do Litoral agora precisam olhar para o que ocorreu na Serra como forma de alerta. O que foi feito nas cidades do frio não precisa servir como exemplo para o que virá no calor, mas mostra a complexidade da tomada de decisões. O feriado de 2 de novembro chega em menos de 20 dias, e com ele trará mais movimento. Até lá, a responsabilidade das autoridades e empresários é grande para se evitar imagens como as que correram as redes sociais desde sexta-feira.

Indiscutivelmente, a máquina da economia precisa voltar a girar. Mas, principalmente, não pode mais parar. Exemplos que chegam da Europa, entretanto, vão no sentido contrário. Países sinalizam para novos fechamentos por conta do aumento dos casos de coronavírus. As autoridades catarinenses precisam responder o que farão casos isso ocorra por aqui. Chegou a hora de um plano de contingência para o verão. Somente liberar, sem pensar nos efeitos, pode trazer efeitos negativos.

A preparação não será um ataque à economia. Pelo contrário, virá como prevenção para a manutenção dos serviços, assim como os cuidados com a saúde do catarinense e daqueles que pretendem visitar o Estado.

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O feriadão de 12 de outubro em Santa Catarina deu sinais do que será o verão com coronavírus. Como resultado, fica o alerta para os catarinenses: o Estado precisa discutir qual turismo deseja ter com coronavírus. As aglomerações registradas no final de semana trazem preocupação num quadro em que a pandemia continua, sem perspectiva para a vacina e com casos entrando na triste conta da doença. Não se pode normalizar os registros de movimentação em praias e casas noturnas, com pessoas sem máscaras.

Feriado tem aglomeração em praias e casas noturnas da Grande Florianópolis

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O feriadão de 12 de outubro em Santa Catarina deu sinais do que será o verão com coronavírus. Como resultado, fica o alerta para os catarinenses: o Estado precisa discutir qual turismo deseja ter com coronavírus. As aglomerações registradas no final de semana trazem preocupação num quadro em que a pandemia continua, sem perspectiva para a vacina e com casos entrando na triste conta da doença. Não se pode normalizar os registros de movimentação em praias e casas noturnas, com pessoas sem máscaras.

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Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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