nsc
nsc

Nesta quarta-feira

Bispo-emérito em SC vai celebrar o casamento de Lula

Compartilhe

Ânderson
Por Ânderson Silva
18/05/2022 - 09h32 - Atualizada em: 18/05/2022 - 10h22
Dom Angélico, bispo-emérito de Blumenau
Dom Angélico, bispo-emérito de Blumenau (Foto: Jaime Batista da Silva/Divulgação)

Está marcado para esta quarta-feira (18) o casamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Rosângela Silva, a Janja. Ambos sobem ao altar em evento cercado por sigilo, em São Paulo. Mas uma das informações conhecidas é o nome de religioso que celebrará a união. O escolhido foi o bispo-emérito de Blumenau, Dom Angélico Sândalo Bernardino, que conheceu Lula na década de 1970 no interior de SP.

Receba notícias do DC via Telegram

O colunista do UOL Chico Alves publicou nesta quarta-feira uma entrevista com Bernardino. Nela, o bispo evitou falar sobre os detalhes da cerimônia, mas detalhou a relação com o ex-presidente. Segundo Bernardino, Lula já o havia convidado para outros momentos religiosos da família.

O bispo-emérito de Blumenau tem uma trajetória ligada às causas sociais. Um documentário produzido no final de 2021 contra a história dele. Parceiro de Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Angélico começou a trajetória de evangelização aos 40 anos, na zona leste da cidade de São Paulo.

Ao lado do povo, denunciava a violência de Estado, marchava com os trabalhadores, estimulava a comunicação popular e lutava pelo direito à moradia. Em Santa Catarina, foi nomeado o primeiro bispo diocesano em Blumenau, em 2000. Ele ficou no cargo até 2009, quando renunciou ao cargo e foi nomeado como emérito, que é um título que permanece na condição dos religiosos que renunciam às funções que exerciam. Atualmente, o bispo mora em São Paulo.

Relação com Lula

Em 2018, o colega Lucas Paraizo escreveu um texto sobre a relação de Bernardino com Lula. Naquele ano, o bispo rezou uma missa para o ex-presidente pouco antes de ele ser preso em Curitiba. A amizade de ambos dura mais de 30 anos. Na entrevista concedida a Paraizo, o religioso lembrou da participação em outros momento da família do ex-presidente: "Quando a Marisa foi hospitalizada a família me pediu para ir lá e administrei o sacramento dos enfermos. Quando ela faleceu eu fui ao velório. No primeiro aniversário da morte me convidaram e eu também fui. E agora me pediram uma celebração religiosa pelo aniversário dela. Eu também fui. Só que foi justamente na data em que houve a prisão, então tinha uma multidão. O ato ecumênico tinha sido planejado para ser dentro do sindicato, mas transferiram para o lado de fora por causa do multidão".

Leia também:

Lula vem a Santa Catarina em maio

Portuários vão a Lula contra desestatização do Porto de Itajaí prevista por Bolsonaro

Ânderson Silva

Colunista

Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

siga Ânderson Silva

Ânderson Silva

Colunista

Ânderson Silva

Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

siga Ânderson Silva

Mais colunistas

    Mais colunistas