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Canyons de SC e do RS terão tarifas de visitação com aumento gradativo

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Por Ânderson Silva
27/08/2021 - 16h51 - Atualizada em: 27/08/2021 - 20h47
Canyons ficam nas cidades de Cambará do Sul (RS) e Praia Grande (SC)
Canyons ficam nas cidades de Cambará do Sul (RS) e Praia Grande (SC) (Foto: Roberto Castro/ Mtur)

Com data inicialmente prevista para 1º de setembro, o início da concessão dos parques Aparados da Serra e da Serra Geral deve ocorrer em data após o feriado de 7 de Setembro ainda a ser definida. A partir do começo da concessão, os visitantes terão que pagar para a entrada nos parques, e os valores terão uma diferença entre os primeiros dias e o começo de dezembro. Até 30 de novembro, o custo será: R$ 35 a diária e R$ 55 por dois dias. A partir de 1º de dezembro, os valores mudam: R$ 50 para um dia e R$ 80 para dois dias. O valor previsto em contrato para os usuários é de R$ 80, mas a empresa optou por iniciar com cobrança inferior para aumentar gradativamente.

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Os ingressos dão direito ao acesso tanto no lado gaúcho como no catarinense. Para quem tiver interesse em entrar pela Trilha do Rio do Boi, a aquisição deve ser feita diretamente com os guias turísticos credenciados. Haverá também pagamento pelo estacionamento no valor de R$ 10 para carros, R$ 5 para motos e R$ 50 para ônibus. Vans e motorhomes pagam R$ 20, sem possibilidade de pernoite. As áreas ficarão abertas entre 8h e 16h.

A Urbia Parques, vencedora da licitação, teve o pedido atendido pelo governo federal para trabalhar alguns dias a mais até a conclusão de estruturas consideradas importantes na recepção de visitantes. Por isso ocorreu a mudança de data do começo da operação. A vencedora da licitação foi a empresa paulista Construcap, que tem na Urbia o seu braço de administração de parques. O contrato assinado é de 30 anos.

As duas áreas, muito conhecidas pelas belezes dos canyons, ficam nas cidades de Cambará do Sul (RS) e Praia Grande (SC). Fazem parte da concessão os três principais atrativos turísticos da região: os canyons Itaimbezinho e Fortaleza e a Trilha do Rio do Boi. Para quem não conhece a região, a parte superior, onde há a visão das fendas, fica em solo gaúcho. Já a trilha e a imersão na natureza pelo meio das fendas está no lado catarinense. Fora as três atrações citadas acima, as demais áreas do entorno não estão dentro do pacote que será administrado pela Urbia, que para a gestão do novo projeto terá o nome de Urbia Canyons Verdes.

Investimentos na região

A coluna conversou nesta sexta-feira (27) com o diretor da Urbia, Samuel Lloyd. Segundo ele, logo na abertura os visitantes já vão perceber uma equipe treinada com mais de 50 pessoas contratadas para a experiência de monitoria e assessoria ao usuário. Dentro dos serviços previstos em contrato, está o atendimento médico em caso de necessidade durante a trilha.

Lloyd, aliás, entende que a caminhada na parte catarinense da concessão é "um grande" tesouro. Ele diz que a empresa estuda outras possibilidades para a empliação do acesso para quem vai pela parte inferior dos cânyons: "Santa Catarina oferece, o Estado como um todo, o potencial de imersão à natureza", destacou o diretor.

Atualmente, os parques recebem em torno de 250 mil pessoas por ano. A ideia da empresa é atingir 622 mil visitantes anuais com seis anos de concessão. Os investimentos obrigatórios por contrato são de R$ 33,4 milhões, mas há previsão de outros R$ 20 milhões em itens não obrigatórios, de acordo com a concessionária.

Lloyd lembra que a concessão atual prevê apenas o serviço de apoio à visitação, e não os parques como um todo. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) continua responsável pelas áreas, principalmente do ponto de vista ambiental, além dos outros canyons da região. Nos próximos seis meses, a Urbia apresentará um projeto permanente de instalações de estruturas que precisará, inclusive, da aprovação do ICMBio.

Estratégias de divulgação

Um dos planos da empresa concessionária para aumentar o movimento de turistas nos cânions é a divulgação das áreas em outras regiões do país. Para isso, a Urbi se utilizará de uma das outras áreas das quais é responsável: o parque do Ibirapuera, em São Paulo. o local é um dos principais pontos de visitação do país, e também se tornará um ponto de divulgação dos parques de SC e do RS.

Infraestrutura do entorno

Nesta semana, o governo do Estado confirmou o lançamento da licitação para o asfaltamento da Serra do Faxinal. O ponto fica exatamente na ligação entre Cambará do Sul e Praia Grande. Por isso é uma obra fundamental em questão de infraestrutura para a circulação de visitantes: "O que temos percebido tanto em Santa Catarina como no Rio Grande do Sul, é de fato um incentivo para que a infraestrutura adequada aconteça num curto prazo de tempo. Isso vai desde asfaltamento das estradas, mas também educação, treinamento e desenvolvimento dos guias e financiamento para investimentos em pousadas", afirmou o diretor da Urbia.

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Ânderson Silva

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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