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Congestionamentos: colapso no trânsito em Florianópolis já chegou

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Por Ânderson Silva
06/12/2018 - 05h00 - Atualizada em: 06/12/2018 - 08h31
Fila na Beira-Mar Norte, quarta de manhã
Fila na Beira-Mar Norte, quarta de manhã
(Foto: )

A rotina de filas em Florianópolis teve na quarta-feira mais um ponto de pico. Foram horas de congestionamento depois de um acidente sobre a ponte Pedro Ivo Campos, no acesso à Ilha. Carro e moto ficaram parados em cima da estrutura por 30 minutos, o suficiente para causar impactos em toda a região.

Logo mais à frente, um caminhão quebrado na Avenida Beira-Mar Norte travou ainda mais os deslocamentos. Definitivamente, a mobilidade da Capital é um problema estadual. É inaceitável que a cidade mais importante de Santa Catarina tenha um trânsito imobilizado pela falta de infraestrutura e de modelos de transporte eficientes.

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Qual foi o último projeto de mobilidade urbana colocado em prática em Florianópolis nos últimos anos? Não falo em obras. Me refiro especificamente a mudanças nos trânsito ou implantação de novos modais capazes de diminuir os tempos de deslocamento. Lembro de poucos e pontuais, mas dois deles resumem a falta de planejamento.

O primeiro foi o fechamento do acesso direto da Beira-Mar para a Santa Mônica. Ele só foi feito depois que um acidente derrubou o semáforo. Perto dali está o segundo exemplo negativo. A prefeitura tinha estudos técnicos de que fechar os retornos da Avenida Madre Benvenuta seria melhor para o fluxo na região.

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A pedido do prefeito, ouviu os moradores e aceitou fazer testes, que não duraram uma semana. Por pressão da população, abriu novamente os espaços sem olhar para os dados. Agora, pensa em retomar a iniciativa em um processo, aparentemente, atrapalhado.

Florianópolis tem uma particularidade complicadora, mas não limitadora. Parte das vias é administradas pelo município e parte pelo Estado. Por isso seria fundamental um diálogo constante, com reuniões periódicas para analisar o trânsito.

Sem falar, é claro, em um plano de contingência para casos de acidentes como o de quarta. Mas, aparentemente, não há conversa, nem planejamento. Resta aos motoristas ficarem trancados por horas nos congestionamentos.

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Durante a campanha, o governador eleito, Carlos Moisés da Silva, apontou a infraestrutura como uma de suas prioridades. Mas, até agora, nem ele, muito menos a equipe de transição, apontaram como isso será feito. Sem dúvida, a mobilidade urbana da Grande Florianópolis precisa ser prioridade, assim como deveria ser para a prefeitura da Capital.

O fechamento da Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Florianópolis (Suderf), pela decisão do governo Eduardo Pinho Moreira, foi um péssimo sinal do futuro da mobilidade urbana. Os números mais recentes de emplacamentos de veículos evidenciam a proximidade do colapso. Até novembro, circulavam por Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu 667.087 veículos. A população nestas quatro cidades somadas, segundo os dados mais recentes do IBGE, é de 971.621 pessoas. A média é de 1,4 habitante por carro. A média nacional em 2017 foi de 4,8.

Por mais que muitos prevejam o pior no trânsito para os próximos anos, é bom ficar claro que o colapso na Grande Florianópolis já chegou. A partir de agora, são necessárias medidas urgentes, em diferentes frentes, desde a BR-101, passando pelas ligações Ilha-Continente, até chegar nas principais vias da parte insular da Capital. Diante do atual cenário, os prejuízos econômicos e sociais tendem a ser cada vez maiores.

 

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

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