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    O que falta para um voo direto entre Florianópolis e Lisboa 

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    Por Ânderson Silva
    07/11/2019 - 13h01 - Atualizada em: 07/11/2019 - 14h04
    Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis (Foto: Ânderson Silva)
    Aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis (Foto: Ânderson Silva)

    Com um mês de operação do novo terminal de passageiros do aeroporto Hercílio Luz, a Floripa Airport passa a adotar um discurso de preocupação com a oferta de voos. Este foi o principal tom do CEO da concessionária, Tobias Market, nesta quinta-feira, durante um balanço para a imprensa sobre os primeiros 30 dias da mudança de estrutura do aeroporto. Segundo ele, a situação do terminal da Capital não é boa quando o assunto é diversidade de voos. Para a temporada de verão, inclusive, há uma estimativa de queda no número de passageiros.

    Atualmente, há uma grande dependência das rotas de São Paulo. Por isso a preocupação em expansão, mas, segundo Markert, falta envolvimento do poder público para a oferta de benefícios às companhias aéreas. A portuguesa TAP, por exemplo, pede ajuda com marketing para abrir uma rota entre Florianópolis e Lisboa. E isso depende de recursos. Estudos da Floripa Airport mostram que, diariamente, 120 passageiros saem de Florianópolis rumo a países da Europa.

    O CEO diz que atualmente há demanda de pessoas que querem ir para Portugal, mas é baixa a procura de portugueses por Florianópolis. Este é um dos problemas que impede a TAP de voar para a Capital catarinense. Por isso também a necessidade de investimentos em divulgação do Estado no Velho Mundo.

    A Floripa Airport afirma que trabalha junto ao governo catarinense e à prefeitura para oferecer um pacote às companhias aéreas. Dentro estariam benefícios fiscais, ajuda com isenção de tarifas e até recursos financeiros. Markert citou o exemplo da Jet Smart, companhia de baixo custo chilena que preferiu voar para Salvador, com o dobro de distância de Florianópolis, por conta da oferta local.

    A grande dificuldade em fazer o assunto avançar em solo catarinense, diz o CEO, está em transcender o campo diálogo. Ou seja, falta a prática do poder público para a atração de novos voos.

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