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    Pesquisadores apontam riscos na água da Lagoa do Peri por conta de estiagem; Casan contesta

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    Ânderson
    Por Ânderson Silva
    12/10/2019 - 04h45 - Atualizada em: 12/10/2019 - 08h18
    (Foto: Gabriel Lain / Diário Catarinense)

    Relatório feito por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) expõe os danos causados pela estiagem em um dos pontos de preservação mais importantes de Florianópolis, a Lagoa do Peri. O espaço, que recebeu recentemente a certificação de Bandeira Azul, tem uma faixa de recuo de 50 metros, segundo o documento assinado pelo Laboratório de Ficologia (Lafic).

    Os pesquisadores apontam danos e alertam para a situação causada pela estiagem. Peixes mortos foram encontrados no local. As causas podem ser a falta de oxigênio e a intoxicação por algas nocivas. No caso de a água estar intoxicada, há riscos para animais e humanos, segundo o levantamento. A recomendação do Lafic é de que as pessoas evitem contato com a água da lagoa enquanto continuar a estiagem, ponto contestado pela Casan.

    Em nota, a companhia rechaçou o documento dos pesquisadores. Segundo a Casan, são feitos monitoramentos semanais das cianobactérias, “análises estas que não constataram diferença alguma na contagem do número de células até o momento”. O resultado da análise de toxinas, diz a nota, está em conformidade com o Ministério da Saúde. A empresa concorda que a lagoa está mais baixa por conta da estiagem, mas garante que a água está potável.

    A Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) também divulgou nota sobre o assunto, em que afirma que "a informação divulgada pelo laboratório da UFSC trata-se de um teste isolado, sem que nossos técnicos pudessem de fato avaliar sua veracidade".

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