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Sócio da Espaço Aberto é ouvido por mais de três horas na CPI da ponte Hercílio Luz

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Por Ânderson Silva
14/08/2019 - 14h19 - Atualizada em: 14/08/2019 - 14h19
Paulo Ney Almeida (direita) é aconselhado por advogados durante o depoimento na CPI na Alesc (Foto: Ânderson Silva)
Paulo Ney Almeida (direita) é aconselhado por advogados durante o depoimento na CPI na Alesc (Foto: Ânderson Silva)

Durou quase três horas e meia o depoimento do empresário e arquiteto Paulo Ney Almeida na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ponte Hercílio Luz, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), nesta quarta-feira. A reunião começou às 10h e se estendeu até 13h20min. Somente o relator, o deputado Bruno Souza (sem partido) fez perguntas ao sócio da construtora Espaço Aberto, principal empresa do Consórcio Monumento Florianópolis, que comandou a reforma da estrutura entre 2008 e 2014.

Almeida estava acompanhado de dois advogados. Por diferentes momento eles interferiram no depoimento ao questionar o comportamento do relator durante as perguntas. O empresário foi enfático no seu discurso de que o governo do Estado não pagava os valores necessários para que a obra pudesse ser feita sem atrasos. Ao descrever o formato adotado para a reforma, o sócio da Espaço Aberto disse: "a única coisa que mudou na obra foi a nossa empresa". Volta e meia, ele voltava ao mesmo assunto para colocar a empresa como principal prejudicada no contrato.

Para o empresário, a estratégia usada atualmente para a recuperação já havia sido traçada anteriormente pela construtora: "o mais difícil nós fizemos, que foi deixar a ponte segura". No entanto, o contrato entre o Estado e a empresa de Almeida foi rescindido em 2014 pelo então governador Raimundo Colombo. Naquela época, a etapa conhecida como Ponte Segura não foi finalizada, o que somente ocorreu em 2016 com a contratação emergencial da construtora Empa, braço brasileiro da Teixeira Duarte, que atualmente faz a reforma.

Quando perguntado por Souza sobre eventuais irregularidades ocorridas no contrato, Almeida negou e retrucou: "irregularidade foi nos tirar na obra". Diante disso, o relator pediu que o empresário abrisse os seus sigilos bancários e fiscal. Ele aceitou. Aos poucos, durante o depoimento, Almeida diminuiu o ritmo das respostas e em alguns casos limitou-se a "não" e "não sei". Os advogados interferiram outras vezes sob a justificativa de que o relator estava repetindo perguntas, o que na maioria dos casos foi deferido pelo presidente da CPI, o deputado Marcos Vieira (PSDB).

Souza dividiu seus questionamentos entre vários pontos: contratação da obra, empresas envolvidas no consórcio, notas fiscais, sócios das empresas, qualificação técnica da construtora, recursos financeiros, entre outros temas. A maioria das perguntas o empresário nem sequer olhou para os documentos apresentados em slide. Os advogados, por outro lado, estavam sempre atentos.

Almeida foi a trigésima pessoa ouvida pela CPI desde o começo da investigação. A estratégia do relator é a de chamar para depoimento os envolvidos nos contratos por ordem cronológica, desde a década de 1980.

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Colunista da NSC Comunicação, publica diariamente informações relevantes sobre as decisões que impactam o catarinense, sem esquecer dos bastidores dos poderes. A rotina de Florianópolis em texto e imagens também está no radar da coluna.

anderson.silva@somosnsc.com.br

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