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40 anos de JA

Minha busca não tem fim

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Cacau
Por Cacau Menezes
09/11/2019 - 08h10
Equipe do Jornal do Almoço (Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)
Equipe do Jornal do Almoço (Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)

Para festejar o aniversário dos 40 anos no Jornal do Almoço, e retribuir a fidelidade de telespectadores e leitores, só tenho uma palavra: gratidão. Tudo isso que vem acontecendo é motivo de orgulho e, igualmente, de reflexão.  A realidade humana, desenhada em cores fortes no monumental livro “Fogueira das Vaidades”, de Tom Wolfe, não esgota toda a vida. Amo minha profissão e, confesso, sou extremamente vaidoso porque a exerço com a determinação de quem deseja ter reconhecidos os próprios dotes e méritos.

Há bondade, honradez, decência e permanente busca da verdade no meu dia a dia quando saio à cata de notícias, para apurá-las e apresentá-las da forma mais clara possível. Essa busca não tem fim. E, muitas vezes, a verdade incomoda.

A verdade incomoda especialmente os poderosos, aos quais não interessa a revelação do que estão fazendo, muito menos dos motivos. Nesses casos o choque é inevitável, pois meu objetivo é relatar tudo o que está acontecendo. Com perseverança, independência, isenção e equilíbrio.

A credibilidade de um jornalista não se sustenta com descargas de adrenalina. É por isso que este criado não tem partido político, não defende interesses de amigos, anunciantes, grupos, times, nem corporações. A meta é prosseguir servindo – através da informação precisa, honesta e interessante. Muito obrigado pelo apoio.

As joias da Transbrasil

Durante o Jornal do Almoço especial de 40 anos, terça-feira no Mercado Público, apareceu um senhor, beirando os 80 anos, que me entregou um envelope amarelo na mão. Foi perito da Polícia Civil de Santa Catarina e dentro do pacote estavam 80 fotos de tudo que teve que fotografar do acidente aéreo de 1980, quando um avião da Transbrasil chocou-se numa noite chuvosa de sábado, 12 de abril, no Morro da Virginia, no Ratones, norte da Ilha, explodindo e matando um batalhão de gente boa e conhecida, com apenas três sobreviventes. As fotos, em preto e branco, são impressionantes. Na hora de ir embora, ele voltou a me procurar e, no meu ouvido, revelou um dos segredos do século na Ilha: quem roubou a fortuna em joias daquele avião. Eu sei!

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A cara, o jeito e o sotaque de Floripa. O colunista da cidade, das pessoas que são destaque, dos bastidores decisivos e dos acontecimentos mais importantes.

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