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Nutrição

Leite de vaca, fórmula infantil e composto lácteo: qual a melhor opção para criança?

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Por Carol Bandeira
06/10/2020 - 14h04 - Atualizada em: 07/10/2020 - 10h25
O leite materno é o melhor e mais recomendados para bebês até dois (ou mais) anos.
O leite materno é o melhor e mais recomendados para bebês até dois (ou mais) anos. (Foto: Pexels, banco de imagens)

Uma dúvida que quase todos os pais que chegam para consulta perguntam é qual a melhor opção de leite para as crianças após o primeiro ano de vida. Pensando nisso, resolvi abordar sobre esse assunto e explicar tudo sobre os tipos de leite e qual a real necessidade de seu consumo. Mesmo sabendo que o leite materno é o melhor e mais recomendados para bebês até dois (ou mais) anos, infelizmente, nem todas as mamães têm a oportunidade de manter a amamentação até essa idade.

Até os 12 meses, necessariamente, o bebê precisa de leite, sendo ele o alimento principal. Nesta fase a alimentação complementar vai ocupando gradativamente um maior aporte calórico e nutricional na dieta do bebê, acompanhando o seu desenvolvimento. 

Após o primeiro ano de vida as necessidades nutricionais necessitam de um aporte maior. Nessa idade, a principal fonte de energia e nutrientes deve vir da alimentação, sendo que apenas 30% provirá do leite (seja materno, leite artificial ou leite de vaca). Porém, atualmente muitas crianças continuam sendo alimentadas mais de leite artificial ou composto lácteo do que qualquer outro alimento — o que não é recomendado —, e isso é uma das grandes causas das recusas alimentares ou da seletividade alimentar. Com isso, precisamos abrir nossos olhos para a diferença entre eles, já que apresentam um aporte nutricional diferente.

Leite materno: o leite mais perfeito e adequado nutricionalmente para o bebê, além de conter inúmeros benefícios. 

Leite de vaca: pode ser ele em pó, pasteurizado tipo A (saquinho ou garrafinha) ou caixinha UHT. É um produto natural, composto por água, gordura, vitaminas, proteínas, enzimas e lactose e tem o cálcio mais biodisponível. Recomendado após um ano, em preparações como panqueca, bolo, vitaminas entre outras. Após 18 meses do bebê, ele já pode ser ingerido puro.

Composto lácteo: primeiro que não pode ser chamado de “leite”, pois tem outros ingredientes em sua composição. É composto de leite (que deve ser no mínimo de 51%), óleos vegetais, prébióticos e suplementos vitamínicos. Bastante indicado por alguns pediatras, porém ele contém xarope de milho (um tipo de açúcar), o que vicia o paladar das crianças, causando recusa alimentar e por muitas vezes seletividade por ser um alimento com açúcar. Por isso, não deve ser recomendado o consumo deste.

Fórmula infantil: é o leite de vaca modificado mais parecido com o leite materno, acrescido de gorduras, sais minerais e vitaminas. Hoje existe diversas fórmulas infantis desenvolvidas para públicos específicos, como: prematuros, sem lactose, antiregurgitação, proteína hidrolisada, de soja, entre outras. São classificadas: 0 a 6 meses, de partida, 6 a 12 meses, de seguimento, e também algumas até os 24 e 36 meses.

E agora, qual a melhor opção?

Como falei anteriormente, o melhor leite sempre será o materno, mas em casos onde a criança não é mais amamentada, o ideal é que não comam tanto industrializado nem produtos com adição de suplementos vitamínicos. Por isso, o uso, tanto de fórmulas como do leite de vaca, deve ser controlado e oferecido em horários específicos, e nunca devem ser utilizados como substitutos das refeições principais. O uso de compostos lácteos não é recomendado em nenhuma idade. Recomenda-se uma alimentação mais variada proveniente de alimentos naturais que irão prover todos os nutrientes necessários para ela.

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Carol Bandeira

Colunista

Carol Bandeira

Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

siga Carol Bandeira

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Mãe de 3, especialista e uma das referências no país em nutrição materno-infantil. É empreendedora, docente e pesquisadora. Ajuda pais e nutricionistas a nutrir com amor as futuras gerações.

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