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    A maior vitória de Jair Bolsonaro

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    Por Carolina Bahia
    23/10/2019 - 03h10 - Atualizada em: 23/10/2019 - 07h02
    (Foto: Marcos Correa / Presidência da República, Divulgação)
    (Foto: Marcos Correa / Presidência da República, Divulgação)

    A aprovação da reforma da Previdência, após oito meses de negociações, é a maior vitória de Jair Bolsonaro neste primeiro ano de governo. Se não fossem as mudanças na Previdência, o presidente da República teria pouco a apresentar. Da pauta econômica liberal, prometida durante a campanha, o ajuste fiscal com as aposentadorias é a promessa cumprida.

    Algumas concessões foram feitas, mas um pacote mais robusto de privatizações ficou para o próximo ano. O Mais Brasil e Menos Brasília depende da concretização do pacto federativo. E o ano legislativo já está praticamente no fim.

    Para avançar em uma proposta tão impopular, quanto a reforma da Previdência, Bolsonaro contou com o apoio do próprio eleitorado, com um ambiente aberto às novas regras, que começou a ser criado ainda no governo de Michel Temer, e com o robusto apoio dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

    Essa, portanto, é uma reforma que tem a forte digital do parlamento. Sem o comprometimento de Maia, a articulação política não teria prosperado. O governo tem, sim, motivos para comemorar. Mas a reforma isolada não significa um portal rumo à prosperidade, como um dia disse o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

    Dança das cadeiras

    Tão logo Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) ganhou a liderança do partido na Câmara, tratou de recolocar aliados na CPMI das Fake News, como Caroline De Toni (SC). Ela havia sido destituída da comissão na semana passada pelo então líder Delegado Waldir (GO). Com isso, saiu Nereu Crispim (RS), da ala de Luciano Bivar. Para a suplência da CPMI, Eduardo indicou seu próprio nome. Essa Comisão é a principal preocupação do governo no Congresso.

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    Aliás

    A deputada Caroline De Toni está em campanha virtual contra a Comissão, chamada por ela de "CPI da Censura".

    — São três objetivos principais: derrubar o presidente, censurar o cidadão nas redes sociais e censurar a imprensa. É a estratégia jurídica para o impeachment de Bolsonaro - afirmou.

    O presidente da CPMI, senador Angelo Coronel (PSD-BA), esteve na Rússia este mês para "conversar com especialistas e trocar experiências para evitar uma futura guerra tecnológica", segundo ele.

    Para americano ver

    A crise do PSL deixou mais um problema para o presidente Jair Bolsonaro resolver: a indicação do embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Embora não tenha votos para ser aprovado no Senado, o nome de Eduardo Bolsonaro já havia recebido o aval do governo norte-americano. Curioso será explicar o motivo da desistência às lideranças em Washington.

    Prioridades

    Pacto federativo e reforma administrativa ocuparam o topo das prioridades do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Por falta de acordo, mais uma vez, a reforma tributária fica na geladeira. A tendência é de que o texto seja fatiado para que, ao menos, a desburocratização seja enfrentada.

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