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    Reunião com governadores

    Bandeira branca para Bolsonaro, mas até quando?

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    Carolina
    Por Carolina Bahia
    21/05/2020 - 20h12
    (Foto: Evaristo Sa, AFP)
    (Foto: Evaristo Sa, AFP)

    Com a popularidade em queda e lutando contra o isolamento, o presidente Jair Bolsonaro mudou o tom e conseguiu garantir um clima de cordialidade na reunião com os governadores. Desde o início da pandemia, o presidente tem tentado jogar no colo dos governadores a responsabilidade pela crise econômica. Em uma videoconferência, Bolsonaro chegou a incitar empresários a pressionarem os Estados pelo fim do isolamento social. Nada disso esteve na pauta do encontro de ontem.

    Os discursos se limitaram ao pedido para que a lei de ajuda da União a Estados e municípios fosse sancionada. O presidente defendeu o congelamento de salário dos servidores, embora tenha apoiado a aprovação do artigo no Congresso.

    Ao lado dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, Bolsonaro finalmente deu um peso institucional a essa relação com os Estados.

    O ideal é que um nível civilizado de diálogo seja resgatado, principalmente para assegurar a implantação de medidas no momento da retomada, no pós-coronavírus. Mas ninguém sabe por quanto tempo vai durar a bandeira branca.

    Deputada usa máscara com “e daí?”

    Bolsonarista fiel, Bia Kicis usou uma máscara com “e daí?” em sessão da Câmara. A expressão virou símbolo do menosprezo com que Bolsonaro vem tratando a pandemia. No final de abril, ao responder sobre o Brasil ter mais mortes do que a China, ele lascou:

    - E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre.

    A deputada chegou a gravar um vídeo usando o “e daí” cobrando as irregularidades envolvendo compras relacionadas ao combate da Covid-19. Não colou. E a máscara é um deboche.

    Mapa para Bolsonaro

    Preocupado com os riscos de um processo de impeachment, o presidente Bolsonaro está contando com aliados do centrão. Arthur Lira, experiente líder da bancada do PP, está cuidando de um mapa de cargos e votos, algo que o governo nunca organizou. Na divisão dos cargos, a secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura também deve ficar com um partido do centrão.

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