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Análise política

Bolsonaro ignora dados sobre a fome no Brasil

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Carolina
Por Carolina Bahia
20/07/2019 - 07h00
(Foto: Marcos Corrêa / Palácio do Planalto)
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O presidente Jair Bolsonaro voltou a falar mais do que devia. A declaração de que é mentira de que se passa fome no Brasil, depois atualizada para “alguns passam fome”, é mais um capítulo da verborragia inerente ao maior mandatário do país. A espontaneidade, característica de sua personalidade, acaba colocando Bolsonaro em saia-justa.

Negar que o Brasil tem problemas de miserabilidade chega a ser desumano, além de demonstrar desconhecimento da realidade. Organismos e entidades possuem levantamentos que mostram que há milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza, como a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), que aponta que 2,5% da população enfrenta grave situação alimentar.

Se quisermos ficar apenas com dados do governo, o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional do Ministério da Saúde mostra que em 2017 havia 207 mil crianças, com menos de cinco anos, com desnutrição grave no país. Custo a acreditar que Bolsonaro realmente ache que só porque não vemos “físicos esqueléticos” pelas ruas como em outros países, a situação é menos preocupante. 

Prefiro pensar que é apenas mais uma frase de efeito usada pelo presidente para tentar explicar que, por mais que ainda não estejamos em um nível ideal de desenvolvimento, há lugares em que a situação é bem mais crítica do que a do Brasil.

INSS

Quase 70 mil pessoas estão na fila em Santa Catarina para conseguir a aposentadoria pelo INSS. Os pedidos foram feitos entre o ano passado e os seis primeiros meses deste ano. Cerca de 47 mil desses pedidos são de pessoas que já atingiram o tempo mínimo de contribuição. Por meio de nota, o INSS admitiu que a demanda é muito maior do que a capacidade do órgão para atender a todos os pedidos.

INSS 2

Uma das explicações para a alta demanda é o fato dos trabalhadores que já estão aptos a se aposentarem, não querem correr o risco de serem enquadrados nas novas regras da reforma da Previdência. Para tentar agilizar o processo, o trabalhador que possui os dados atualizados no sistema do INSS pode encaminhar o pedido de aposentadoria pela internet. De acordo com a assessoria do órgão, a concessão do benefício online é mais rápida. 

Isenção de IR 

Um projeto de 2011 do ex-deputado catarinense Ronaldo Benedet (SC) que isenta do Imposto de Renda os rendimentos de salário, aposentadoria ou pensão recebidos por pessoas com deficiência grave foi aprovado pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. A isenção será limitada a R$ 1.903,98 por mês, a mesma prevista para aposentados acima dos 65 anos. A proposta foi relatada pelo deputado Juscelino Filho (DEM-MA) e ainda precisa ser aprovada por outras três comissões.

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