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Bolsonaro tumultua

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Por Carolina Bahia
26/03/2020 - 19h57 - Atualizada em: 26/03/2020 - 20h00
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)
Jair Bolsonaro (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro transformou a crise do coronavírus em disputa política e motivo para polarização, atiçou os seus apoiadores, colocou grupos de empresários contra governadores e prefeitos e sai de fininho, sem apresentar um plano concreto de socorro à economia. Questionado se não teme que o Brasil chegue à situação dos Estados Unidos, afirmou que o brasileiro precisa ser estudado porque “não pega nada”.

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- Você vê o cara pulando no esgoto e não acontece nada com ele - comentou o presidente, enquanto técnicos do Ministério da Saúde alertavam que próximos 30 dias serão críticos. 

Até esta quinta-feira (26) já eram 77 mortos no Brasil. Em um mês, o país passou de um para 482 casos diários e a chamada tempestade perfeita se avizinha, com o coronavírus e a influenza circulando no ar.

> Novos números: painel do coronavírus mostra evolução da doença em SC

A grande preocupação das autoridades de saúde continua sendo com o esgotamento da capacidade dos hospitais públicos. As cenas dos caixões na Itália e dos médicos precisando escolher qual paciente atender são chocantes. Médico, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado prega o isolamento social, a geração de leitos de UTIs e cobra que o governo federal cumpra o seu papel de coordenador de uma crise muito maior.

Bolsonaro, que só pensa no projeto político da própria família, prefere apostar na sorte e na manutenção dos aliados. A decisão sobre a abertura das igrejas é um exemplo. Prefeitos e governadores ignoraram o ato. Mas ele fez o gesto aos seus aliados.

Pagando pra ver

O presidente Bolsonaro, no entanto, plantou a semente de um movimento do setor privado. Grupos de empresários e lojistas do Litoral Norte e de Santa Catarina se mobilizam para tentar viabilizar a volta das atividades e a flexibilização do isolamento social. No Estado, a ideia de prefeitos do litoral é apresentar um plano ao governador Eduardo Leite. Em SC, o governador Moisés começa a flexibilizar em abril.

Cunha vai pra casa

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha vai para prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, após ter alta hospitalar. Ele passou por uma cirurgia no intestino. Há ainda a suspeita de que esteja com coronavírus. O médico que o operou está com a doença. O advogado Aury Lopes Júnior confirmou a decisão da Justiça à coluna. A defesa alega que Cunha tem a saúde debilitada e não poderia mais voltar a Bangu.   

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