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Reforma da previdência

Caminho aberto para a Reforma da Previdência

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Por Carolina Bahia
04/02/2019 - 07h00 - Atualizada em: 04/02/2019 - 07h00

O governo Bolsonaro começa a semana comemorando a vitória de aliados no comando da Câmara e do Senado, o que significa um caminho aberto para a reforma da Previdência. Mas, ao contrário do que possa aparentar, isso não significa vida fácil para a articulação política do Planalto. Diante de traições no PSL na Câmara e da inexperiência de Davi Alcolumbre (DEM-AP) no Senado, não se sabe exatamente o tamanho da base do governo. O processo no Senado foi tão fiasquento e traumático que ficaram sequelas políticas. De tentativa de manobra à fraude na votação, toda sorte de baixaria passou pelo plenário. A pressão avassalaradora por renovação e o forte sentimento anti-Renan Calheiros (MDB-Al) romperam com a tradição do MDB no comando da Casa. O jovem Davi chegou à vitória pelas mãos dos  colegas, o ministro Onyx Lorenzoni (RS), o  governador de Goiás, Ronaldo Caiado e o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE). Mas há dúvidas sobre a capacidade dele de controlar o plenário. Cresce, assim, a importância de Rodrigo Maia (DEM-RJ) o bem articulado presidente da Câmara. O jogo para valer começa a partir de hoje. 

Vencedores  Dois senadores catarinenses ganham com a vitória de Alcolumbre no Senado. Jorginho Mello será líder do PR e Esperidião Amin (PP) poderá escolher a relatoria do projeto que preferir. A bancada votou fechada em Amin, mas tudo estava combinado com o vencedor. 

Épico  À coluna, o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, classificou de épica a vitória de Davi Alcolumbre e que o Senado se reencontra com as ruas. Com uma manobra ousada e arriscada, Onyx participou da articulação que levou à derrota de Renan. O DEM saiu como o partido mais forte da Esplanada. 

Quase melou As imagens do momento da votação para presidência do Senado foram requisitadas por senadores que querem saber quem votou duplo. O presidente da Mesa, José Maranhão, rasgou os votos e colocou no bolso. A coluna flagrou o senador ao telefone, mais tarde, dizendo que que votou duas vezes e queria “melar o processo”.

Balada  Houve festa na residência oficial do Senado depois de quase dois dias de votação. Senadores receberam telefonemas com os convites horas depois do encerramento da sessão.

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