nsc

publicidade

Carolina

Análise política

Desafio de Maia é driblar golpe à reforma

Compartilhe

Por Carolina Bahia
08/07/2019 - 05h00 - Atualizada em: 08/07/2019 - 09h49
Divulgação, PR
Divulgação, PR

O grande desafio da semana para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), será driblar o golpe à reforma da Previdência que as corporações preparam com o apoio de integrantes do próprio governo. Como é tradicional e legítimo em votações desta magnitude, o plenário vai virar uma arena, com galerias fazendo barulho e lobistas agindo no silêncio dos corredores. Representantes de policiais e outras categorias do serviço público querem assegurar vantagens nas regras da aposentadoria.

Em campanha aberta e precoce à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro encoraja a iniciativa e manda sinais trocados ao Congresso. A renovação no parlamento levou à Câmara 38 parlamentares de origem militar e policial. Os militares já garantiram tratamento especial porque terão propostas de mudanças suaves tratadas em um projeto de lei. Os policiais têm chamado o presidente e o PSL de traidores.

Se a equipe econômica ceder, abrirá a porteira para outras categorias e, aí sim, apenas o regime geral pagará a conta e tanto esforço por uma reforma na Previdência será jogado fora. A única emenda que carece de apoio é a que assegura Estados e municípios. O resto é sabotagem. 

Ponta do lápis 

Apesar da possibilidade de traição na última hora, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) calcula em 330 o número de votos favoráveis à reforma da Previdência. O governo precisa de 308 para a aprovação da proposta primeiro turno. O PSL continua sob monitoramento em razão da aposentadoria dos policiais.

Deixe seu comentário:

publicidade