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Política

Diferente de Curitiba, Moro encara a dura realidade de combater a corrupção em Brasília

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Por Carolina Bahia
07/02/2019 - 05h00 - Atualizada em: 07/02/2019 - 05h00
Sérgio Moro
(Foto: )

Com o lançamento do pacote de segurança, o ministro Sérgio Moro começa a encarar a dura realidade de Brasília. No Paraná, juiz da Lava-Jato, dono da caneta e senhor das decisões, ele não dependia da boa vontade de aliados e opositores para fazer o que queria.

Por mais popular que sejam as medidas contra o crime organizado, algumas propostas enfrentam resistência no Congresso e - de maneira velada - até de integrantes do governo. Criminalização de caixa 2, prisão após condenação em segunda instância e o temor do resgate de bens são temas que provocam polêmica.

A um grupo de criminalistas, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) deixou claro que não terá pressa.  Na primeira reunião na Câmara, governistas da tropa de choque organizaram operação para proteger Moro de questões embaraçosas da oposição, inclusive sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O primeiro inscrito para perguntar era o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ). Ele não conseguiu, mas entregou ao ministro um relatório sobre as milícias do Rio.   

De volta

Ex-ministro do Trabalho e sem mandato na Câmara, Ronaldo Nogueira (PTB) foi nomeado na quarta-feira para o cargo de presidente da Funasa (braço do Ministério da Saúde que trata de saneamento). A edição extra do Diário Oficial saiu horas depois de um almoço no restaurante da Câmara entre Nogueira, colegas da bancada evangélica e um assessor da Casa Civil. Ele nega que a nomeação tenha sido assunto do encontro.  

Sem ciúmes  

O governo de Santa Catarina também participa do esforço para garantir a presença do ministro da Saúde, Luis Henrique Mandetta, em Florianópolis, ainda neste mês. Em nome do Fórum Parlamentar Catarinense, a deputada Carmen Zanotto (PPS) faz as articulações. 

Papuda

Réu na Lava-Jato no caso do bunker de R$ 51 milhões, o ex-deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA) esteve quarta-feira na Câmara para se despedir de colegas. De calça jeans e camisa foi parado por um parlamentar que brincou perguntando onde estava a gravata. A resposta já estava na ponta da língua:  — Não sou mais deputado, não me elegi, pra que a gravata?   Questionado pela coluna se estava voltando para Salvador, Lúcio não perdeu o bom humor e disparou: — Vou embora para Salvador amanhã. Querem me picar na Papuda! 

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