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Bastidores da política

DR no Planalto

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Por Carolina Bahia
15/04/2019 - 10h33 - Atualizada em: 15/04/2019 - 10h52
Foto: José Cruz

A semana em Brasília tinha tudo para ser mais tranquila, tribunais superiores não têm sessões marcadas e o Congresso – como tradicionalmente ocorre nos feriadões – vai estar esvaziado, mas a questão do preço dos combustíveis reverteu a lógica de tudo.  O ministro Paulo Guedes (economia) se reúne hoje com o presidente Jair Bolsonaro para tratar do assunto. Será o primeiro encontro dos dois após o presidente ter interferido no preço do diesel, o que fez com que a Petrobras perdesse R$ 32 bilhões em valor de mercado.  Por mais que a decisão de Bolsonaro tenha sido para evitar uma possibilidade real de nova greve dos caminhoneiros, um canetaço deste nível tem sérias implicações na confiança do mercado e na imagem do governo. Isso não anda dissociado. Ainda no Exterior, Guedes afirmou que “ uma conversa conserta tudo”. O encontro de hoje e o humor do mercado devem mostrar se o ministro está certo ou não. 

Tá Combinado

Após a Páscoa, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pretende colocar em votação a PEC que permite o repasse direto para Estados e municípios das emendas individuais ao orçamento. Pelo texto aprovado no Senado, há duas modalidades de doação, quando o destinatário pode escolher onde irá aplicar o recurso, ou como verba carimbada, para um uso específico escolhido pelo parlamentar. Há um acordo para que a proposta tramite de forma rápida. 

Tesourada

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, está fazendo um pente- fino nas despesas da Casa.  Os polêmicos cartões corporativos já foram reduzidos de 34 para seis. O corte também atinge os funcionários ligados à presidência da Casa. Cerca de 150 já foram desligados e muitos cargos vão ser extintos.  – Tinha gente com altos salários que não sabia explicar o trabalho que fazia e, na tentativa de manter os cargos, argumentavam que foram indicados por José Sarney ou Renan Calheiros, contou à coluna um interlocutor de Alcolumbre. 

Já era

Parlamentares que estiveram reunidos com o presidente Jair Bolsonaro saíram impressionados com os comentários que ele fez sobre o PSL. De acordo com relatos, o presidente se queixou do partido e comentou que, se concorrer à reeleição em 2022, não será pela mesma legenda que o elegeu. 

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