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ELEIÇÕES 2018

É preciso debater as propostas

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Por Carolina Bahia
11/10/2018 - 05h00 - Atualizada em: 11/10/2018 - 07h59
bolsonaro e haddad
(Foto: )

É uma pena que o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) não tenha sido liberado pelos médicos para participar dos debates. Vítima de um atentado, ele ainda se recupera e só deve receber autorização para participar de atividades públicas no dia 18. Isso limitará o número de confrontos diretos entre Bolsonaro e o petista Fernando Haddad provavelmente a dois encontros.

O segundo turno de uma eleição serve para que as propostas dos candidatos fiquem mais claras, para que o eleitor saiba o que o plano de governo de cada um prevê para o país e para a comparação de ideias. Plebiscitária, essa é uma eleição que deixou de lado questões práticas, que terão reflexo no bolso do brasileiro a partir de 2019. Um dos principais temas é a reforma da Previdência. 

Nesta primeira semana de campanha, os dois candidatos estão fazendo discurso contra os privilégios da elite do serviço público. Bolsonaro chegou a resgatar o bordão do ex-presidente Fernando Collor, dizendo que vai acabar com a fábrica de marajás. A partir de quinta-feira, as campanhas na TV serão retomadas, agora com o mesmo tempo para os dois presidenciáveis. Talvez os planos de governo deixem de ser um mistério.    

 

Lula sumiu

Lula sumiu da campanha de Fernando Haddad (PT). De uma hora para outra, a foto do ex-presidente desapareceu do logo usado nas redes sociais e uma nova marca destaca as cores verde, amarelo e azul. Haddad finge que se descola do padrinho para angariar votos fora do grupo dos convertidos. Articulador experiente, o ex-ministro Jaques Wagner já saiu em busca de alianças.

 

Aqui se faz...

Lula puxou o tapete de Ciro Gomes no primeiro turno, tirando o PSB da aliança com o pedetista. Agora, o PDT vai fazer corpo mole na campanha de segundo turno. Só para provocar, a senadora Kátia Abreu sugeriu que Haddad deixe a campanha em nome de Ciro, que seria bem mais competitivo contra Bolsonaro.

Tem lado

Senador eleito, o deputado Jorginho Mello (PR) não ficará neutro na disputa ao governo de Santa Catarina neste segundo turno. Ele, que assumiu apoio a Jair Bolsonaro (PSL) ainda durante a campanha ao Senado, anunciará o preferido no Estado nos próximos dias.   

 

FRASE 

– Quem ganhar vai assumir normalmente; quem perder vai reclamar, teremos oposição. – Do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes ao afirmar que não vê risco para a democracia no segundo turno 

 

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