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Política

Gastança eleitoral

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Por Carolina Bahia
12/07/2018 - 01h05 - Atualizada em: 12/07/2018 - 01h04

As restrições da lei do teto de gastos não foram suficientes para conter a tradicional pauta-bomba do Congresso às vésperas das eleições. Na última semana antes do recesso, deputados e senadores aprovaram, sem constrangimento, projetos que vão pesar no orçamento do próximo ano.

Uma conta que chegará cedo ou tarde para o contribuinte na forma de aumento de impostos ou de cortes em serviços públicos. Suscetíveis às pressões de lobistas de grandes empresas ou ávidos pelo discurso populista da ajuda social, os parlamentares deram aval a incentivos fiscais, anistia de multas, perdão de dívidas e isenção de pagamento de serviços. Basta um breve giro pelo plenário da Câmara para detectar que os deputados não têm ideia do tamanho do impacto dessas medidas no orçamento. Eles, porém, têm na ponta da língua a defesa de cada setor, como se já estivessem em cima de um palanque.

O Tribunal de Contas da União (TCU) alertou: o Brasil concede incentivos fiscais sem estudos que comprovem benefícios sociais ou econômicos.  O único freio foi a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias, que levou em conta a crise econômica.

 

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ALIANÇA

As conversas entre o PR de Jorginho Mello e o MDB de Mauro Mariani estão bastante adiantadas. Se as reuniões de hoje e amanhã ocorrerem dentro do previsto, na próxima segunda-feira o deputado Mariani – candidato ao governo do Estado – anuncia a aliança.

 

PALANQUE MÚLTIPLO

Candidato ao governo do Estado pelo PSD, Gelson Merisio aproveitou a passagem por Brasília para uma reunião com o ministro Gilberto Kassab sobre as eleições presidenciais. Kassab confirmou que o partido apoiará o tucano Geraldo Alckmin, mas os Estados estão livres para as alianças. Merisio, por exemplo, afirmou que poderá garantir palanque para sete candidatos à presidência.

 

LIBERDADE

Questionado sobre a possibilidade de apoio do PP nacional ao candidato à presidência Ciro Gomes (PDT), o deputado Esperidião Amin afirmou à coluna que não há problema.

– Se os Estados estiverem liberados, não há fratura alguma.

Amin já disso isso ao próprio Ciro.

 

ÉTICA

Preso no semiaberto, o deputado catarinense João Rodrigues (PSD) teve o caso arquivado no Conselho de Ética. Por unanimidade, os colegas adotaram a tese de que não cabe ao conselho julgar atos cometidos antes do mandato. Rodrigues acompanhou a sessão com expressão de alívio. Foi salvo nos 45min do segundo tempo, na última semana de trabalho no Congresso.

 

FRASE

“Vício que contamina a administração pública há milênios: nomear desqualificados para cargos públicos”, do juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava-Jato no Rio.

 

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