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Análise política

Hora de baixar a guarda

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Por Carolina Bahia
26/03/2019 - 03h30 - Atualizada em: 26/03/2019 - 03h30
(Foto: Anselmo Cunha / Especial)

O presidente Jair Bolsonaro tem a chance de inaugurar uma nova fórmula para as relações entre Congresso e Planalto. Mas para isso, ele e seus aliados mais próximos terão que baixar a guarda. Fazer política de qualidade demanda tempo, paciência, talento, educação e vocação para o diálogo. Há parlamentares convictos de que a reforma da Previdência precisa ser aprovada.

Mas nem mesmo com esses Bolsonaro está conseguindo conversar. Ao demonizar o parlamento e colocar o exército de seguidores das redes sociais para perseguir e xingar parlamentares, o governo erra e se desqualifica. É inacreditável a troca pública de provocações entre a líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), e o deputado Kim Kataguiri (DEM-SP), representante do MBL. Liberal, ele é voto certo a favor da reforma. Por que um emissário do Planalto o ofenderia? O ministro Paulo Guedes (Economia) e o vice-presidente Hamilton Mourão começaram a semana assumindo o papel de bombeiros. A partir de hoje, o governo tentará reconstruir as pontes. 

Impunidade

Parece, mas ainda não é. A liberdade de Michel Temer, neste momento, ainda não significa impunidade. O Ministério Público vai apresentar duas denúncias contra o ex-presidente e a expectativa é que o julgamento não se arraste por anos. Na decisão, o desembargador Antonio Ivan Athié argumenta que não há justificativa para prisão preventiva e identifica exageros na narrativa da decisão que mandou Temer para cadeia.

Nanotecnologia

O senador Jorginho Mello (PR-SC) se reúne hoje com o ministro Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), em Brasília, para apresentar o projeto que cria o Marco Legal da Nanotecnologia. De autoria do catarinense, a proposta prevê incentivos ao desenvolvimento científico, pesquisa, capacitação científica e tecnológica e inovação nanotecnológica.

Em alerta

Governadores se reúnem nesta terça-feira em Brasília para avaliar os efeitos da reforma da Previdência dos militares nos Estados e também a situação política das negociações no Congresso. As desavenças entre os presidentes da República, Jair Bolsonaro, e da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o risco de uma reforma desidratada deixaram os Estados em alerta. O governador Carlos Moisés da Siva confirmou presença no encontro.

FRASE

"Está havendo um natural problema de comunicação, mas todos nós sabemos que as principais lideranças sabem o tamanho do desafio. Sabem a responsabilidade do que têm que fazer.

Do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre as negociações em relação à reforma da Previdência.

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