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Política

"Imaginar que a Lava-Jato é uma operação partidária é teoria da conspiração", diz Deltan Dallagnol

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Por Carolina Bahia
10/06/2019 - 18h07 - Atualizada em: 11/06/2019 - 12h08
Procurador afirmou que condenação de Lula no caso triplex foi baseada em provas robustas. (Foto: Reprodução)
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(Foto: )

O coordenador da Força-Tarefa da Lava-Jato, procurador Deltan Dallagnol, divulgou na tarde desta segunda-feira (10), um vídeo nas redes sociais que chamou de "esclarecimento - ataques à Lava-Jato" após a divulgação de reportagens do site The Intercept Brasil com diálogos entre procuradores da Força-Tarefa e o então juiz Sergio Moro. Para Deltan, a operação não é partidária e sugerir isso seria teoria da conspiração:

— Tentar imaginar que a Lava-Jato a essas alturas é uma operação partidária, é uma teoria da conspiração que não tem base nenhuma. Além disso, nós temos outras dezenas de agentes públicos da Receita Federal, na Polícia Federal, somando centena de agentes públicos, e imaginar que essas pessoas vão colocar em risco o sustento da sua família, vão colocar em risco o seu cargo para trair a confiança da sociedade e prejudicar A ou B não tem qualquer base na realidade.

O procurador lembrou ainda que a operação acusou políticos de 26 diferentes partidos políticos:

— Só a Lava-Jato em Curitiba acusou políticos e pessoas vinculadas ao PP, ao PT, ao PMDB, ao PSDB, ao PTB e só a colaboração da Odebrecht nomeou 415 políticos de 26 diferentes partidos.

No vídeo, Deltan deixa no ar que já sabia que as contas dos procuradores haviam sido invadidas, pois afirma que o "hacker se fez passar por jornalistas e procuradores":

— A Lava-Jato em Curitiba sofreu um ataque gravíssimo por de um criminoso, que invadiu telefones celulares, que sequestrou contas de aplicativos de troca de mensagens, que se fez passar por jornalistas e procuradores.

Sobre o caso triplex, que acabou condenando o ex-presidente Lula à prisão, Deltan afirmou que as provas são robustas:

— As provas do caso triplex embasaram a acusação porque elas eram robustas e tanto eram robustas que nove julgadores em três instâncias diferentes concordaram com a robustez das provas e condenaram o ex-presidente Lula.

Para o procurador, a Força-Tarefa tem receio de que fatos possam ser deturpados e, por isso, ele optou por fazer o vídeo. E afirma que o contato com os juízes é natural, que não pode ocorrer conluio:

— É muito natural, é normal, que procuradores e advogados conversem com o juiz mesmo sem a presença de outra parte. O que se deve verificar é se nessas conversas existiu conluio ou quebra de imparcialidade.

Deltan também afirma que a imparcialidade da Força-Tarefa pode ser medida pela quantidade de pedidos feitos pelo Ministério Público que foram negados pela Justiça:

— A imparcialidade da Lava-Jato é confirmada por muitos fatos, centenas de pedidos feitos pelo Ministério Público foram negados pela Justiça, 54 pessoas acusadas pelo Ministério Público foram absolvidas pelo ex-juiz Sergio Moro. Nós recorremos centenas de vezes quanta decisões judiciais, o que mostra não só que o juiz não acolheu o que o Ministério Público queria, mas mostra que o Ministério Público não se submeteu ao entendimento da Justiça. Some-se a tudo isso, que todos os atos e decisões da Lava-Jato são revisadas por três instâncias independentes do Poder Judiciário, por vários julgadores.

Assista ao vídeo:

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Carolina Bahia

Colunista

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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