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Lava-Jato derrotada  

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Por Carolina Bahia
15/03/2019 - 05h05
(Foto: Nelson Jr. / STF)

A força-tarefa da Lava-Jato desafiou o Supremo Tribunal Federal e perdeu a queda de braço. Apesar do resultado apertado, estava escrito nas estrelas que o Supremo iria fixar que é competência da Justiça Eleitoral julgar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro conexos com delitos eleitorais.

Questionado pela coluna, o presidente Dias Toffoli já havia dito que o caixa 2 seria julgado com mesmo rigor na Justiça Eleitoral. Mas quando observamos a quantidade de políticos enrolados comemorando essa decisão, não há o que celebrar. Tem razão o ministro Luís Roberto Barroso ao lembrar que o atual modelo de julgamento destes casos da Lava-Jato pela Justiça Federal tem funcionado.

Pela primeira vez, figurões começaram a pagar pelas falcatruas. Então, por que mudar? É por essas e outras que a credibilidade do STF tem sido questionada. Isso abre o flanco para todo tipo de ataques, inclusive para os oportunistas, aqueles sem grande apreço pela democracia. Nada justifica ameaças e informações falsas com o intuito de intimidar ministros. Mas a Corte já foi mais sensata e discreta. Aquele comportamento, sim, servia de blindagem.

CORRENTES

A bancada do PSL na Câmara está dividida em três grupos: os militares e policiais, os bolsonaristas e os oportunistas. A classificação é de um deputado do partido que vem observando os colegas com bastante atenção. 


PRESERVAÇÃO

O decreto do governo federal que elimina 21 mil funções de confiança e gratificações não atinge os cargos cobiçados pelos partidos na estrutura federal nos Estados. Essas vagas foram preservadas. A longo prazo, a intenção do Ministério da Economia é conseguir privatizar ou extinguir muitas destas estatais que hoje são comandadas por afilhados políticos.

APOSENTADORIA

Foi aprovada na Comissão de Direitos Humanos relatório da proposta que acaba com a aposentadoria especial de governadores e presidente da República. O projeto foi baseado em uma sugestão popular, via portal E-Cidadania do Senado. A PEC precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes de ir ao plenário.

FRASE

“Hoje depois de 4 anos de dedicação recebi a informação que sou persona não grata no Gov. Bolsonaro por eu defender a prisão do Queiróz que confessou rachar os salários de funcionários e por ter pedido o afastamento do Senador para ele apenas se defender”. Do deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP)

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