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Política

Mania de Impeachment

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Por Carolina Bahia
23/11/2019 - 07h00
José Cruz
Foto: José Cruz/Agência Brasil

Foi depois da queda da então presidente da República Dilma Rousseff que o Brasil ficou com mania de impeachment. Poderosos, movimentos entrincheirados nas redes sociais fazem desse instrumento uma bandeira para atingir todos os desafetos: presidentes da Câmara e do Senado, ministros do Supremo Tribunal Federal, governadores, prefeitos.

Políticos que surfam as ondas desses grupos apoiam os pedidos, sem medir o peso institucional da falta de critério. Afinal, o mecanismo é legítimo: está previsto na Constituição.

Mas para ser usado com parcimônia e responsabilidade. Para recuperar o ambiente econômico, o país precisa de estabilidade política.

Atropelado por escândalos e baixa popularidade, Fernando Collor de Mello foi o primeiro a sentir o gosto do impeachment. Não tinha apoio do Congresso ou das ruas – o mesmo que anos depois ocorreu com Dilma. Agora, cada vez que o desgaste ronda o Palácio do Planalto, o mesmo comentário surge no café da Câmara: deputados de oposição e até aliados comentam que, se o presidente se enfraquecer, não termina o mandato. Está errado. Tem que terminar o mandato. E o eleitor precisa ter a vontade expressa nas urnas respeitada.

Irritados com as decisões do STF, senadores protocolam pedido de impeachment contra os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. É teatro. A sociedade brasileira como um todo precisa ser mais responsável sobre as escolhas e menos arrivista.

A lógica do “não tá bom, tira e coloca outro” nem sempre é a melhor solução. O poder da mobilização nas ruas e nas redes sociais é nobre. Mas que tal utilizá-lo em nome de avanços reais como, por exemplo, na exigência de uma educação pública de qualidade?

Pesca em alta

Ao falar de mudanças na Esplanada, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a Secretaria da Pesca deveria ser um ministério, pela importância do setor. Não é segredo a proximidade do atual secretário, Jorge Seif Junior, com o presidente. Bolsonaro, no entanto, deixou claro que não pretende promover mudanças.

Debaixo de muita crítica, o Ministério da Pesca surgiuno governo Lula e o primeiro ministro foi o catarinense José Fritsch.

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