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Nova liderança

MEC precisa de virada

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Por Carolina Bahia
09/04/2019 - 04h25 - Atualizada em: 09/04/2019 - 04h25
(Foto: Rafael Carvalho / Divulgação Casa Civil)

Embora tenha apelado para uma solução caseira, o presidente Jair Bolsonaro repetiu um critério de escolha para o comando do Ministério da Educação: elegeu um nome da escola do guru Olavo de Carvalho. O economista liberal, especializado em Previdência e professor Abraham Weintraub é homem de confiança do ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Quer dizer, chega ao MEC com o aval político de Onyx, que vinha trabalhando ao lado do general Santos Cruz (Secretaria de Governo) em uma intervenção para que a pasta saísse do marasmo.

Weintraub conta também com a benção de Olavo de Carvalho e já fez manifestações raivosas contra quimeras comunistas. Isso pode atrapalhar se o ímpeto de produzir polêmicas sem pé nem cabeça for maior do que responsabilidade de gestor.

Ricardo Vélez caiu depois de quase cem dias de declarações nonsense e escolhas equivocadas. Agora, a expectativa é quanto ao plano de trabalho e as definições para o Inep e para a Secretaria de Ensino Básico. O novo ministro pode colocar o seu nome na história, como o economista que resgatou o MEC, ou pode entrar para a galeria dos folclóricos. O tempo dirá.

Xadrez

Apontado pelo fogo amigo como um ministro na corda bamba, Onyx Lorenzoni fortaleceu as suas posições no tabuleiro, emplacando um aliado em um dos ministérios mais poderosos da Esplanada. Colega de partido, o ex-ministro Mendonça Filho (PE) chegou a ser cotado, mas houve resistências porque já há três ministros do DEM na Esplanada e ele não é ideologicamente alinhado com o presidente.

Um poço até aqui

Demitido do MEC depois do episódio da suspensão da avaliação do ensino básico, Marcus Vinícius Rodrigues é um poço até aqui de mágoa contra Ricardo Vélez e comemorou a queda do desafeto. Rodrigues permanece em Brasília e não esconde que está fazendo campanha para voltar ao ministério.

Marcha

Cerca de 170 prefeitos de Santa Catarina estão em Brasília, onde participam a partir desta terça-feira (09) da XXII Marcha dos Prefeitos. Entre as principais demandas dos catarinenses estão o pagamento em dia dos repasses para assistência social, aprovação do projeto que permite que emendas individuais impositivas dos parlamentares sejam repassadas diretamente aos municípios, por meio do FPM, e ampliação dos recursos para educação. Nesta quarta-feira (10), um dos fóruns reúne os governadores para discutir pautas de interesses dos Estados e municípios. O governador Carlos Moisés confirmou presença.

Contorno Viário

O senador Espiridião Amin (PP-SC) apresenta nesta terça-feira (09) na Comissão de Infraestrutura requerimento de convocação da direção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O senador quer explicações sobre o contorno viário de Florianópolis, que deveria ter sido inaugurado em 2012 de acordo com o contrato de concessão. À coluna Amin afirmou que se as respostas da ANTT não forem satisfatórias, vai tentar uma CPI para discutir o assunto.

Leia também: Contorno Viário da Grande Florianópolis: o que atrasa obra alvo de ação na Justiça

— Se hoje a concessão é o meio de investimento em infraestrutura no país e ocorre isso, sem ao menos uma multa pelo atraso, estamos perdidos. É uma desmoralização.

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O olhar de Santa Catarina no dia a dia da política nacional. O que acontece em Brasília e os feitos no Estado das decisões tomadas na capital do país.

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