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Política

O caminho das pedras da reforma da Previdência 

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Por Carolina Bahia
06/03/2019 - 05h00 - Atualizada em: 06/03/2019 - 05h00
Bolsonaro
(Foto: )

Ao sair de encontro com o presidente Jair Bolsonaro na manhã de terça-feira, o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) voltou a afirmar que o governo está muito seguro com a reforma da Previdência. E que, com a tramitação da proposta, virão os ajustes que “seguramente” o Congresso deverá fazer. E é justamente aqui que pode morar o problema.

Não é raro um projeto começar de um jeito e acabar sendo desfigurado até sua aprovação. Para manter o mínimo razoável, que faça a reforma ter um peso significativo na economia, o Planalto terá que trabalhar muito na articulação política, estar presente e de forma efetiva nas negociações, nas conversas de bancadas, enfim, no dia a dia do Congresso. A questão é que até então não temos um nome forte presente nas duas Casas capaz de fazer isso.

O líder do governo na Câmara é um novato de primeiro mandato. Já a líder no Congresso, deputada Joyce Hasselmann (PSL-SP), é muito mais famosa por suas intempéries do que propriamente por ser uma pessoa de negociação. Já quebrou os pratos, mais de uma vez, com integrantes do próprio partido, até com um filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro. O governo pode estar seguro com o texto enviado, mas o caminho ainda é longo e duro dentro dos plenários do Congresso.

Ofensiva

Os procuradores da Lava-Jato em Curitiba estão em campanha nas redes sociais para alertar sobre julgamento no Supremo Tribunal Federal no próximo dia 13 que irá decidir se crimes de caixa 2 e corrupção são de competência do STF ou da Justiça Eleitoral.

Para Deltan Dallagnol, esse julgamento pode decidir “o passado, o presente e o futuro de todas as investigações de corrupção que envolvam políticos”. Já Roberson Pozzobom vai mais longe e afirma que a Corte irá decidir “se serão retirados da Lava-Jato ou não diversas investigações de corrupção e lavagem de dinheiro” que estariam próximas de serem concluídas.  

Recursos Públicos

Na trilha proposta pela Campanha da Fraternidade, que será lançada hoje sob o tema “Fraternidade e Políticas Públicas”, em Brasília, o Instituto Rui Barbosa apresenta material educativo sobre o orçamento público. Presidido por  Cezar Miola, o IRB é ligado aos tribunais de contas dos Estados. O objetivo da ação é esclarecer aspectos sobre fiscalização e execução dos recursos públicos. 

Frase do vice 

– Eu acho que perde o Brasil. Perde o Brasil todas as vezes que você não pode sentar numa mesa com gente que diverge de você. O Brasil perde. Não é a figura A, B ou C. Perde o conjunto do nosso país e nós temos que mudar isso aí – general Hamilton Mourão, vice-presidente, ao comentar a decisão do ministro da Justiça, Sergio Moro, que acabou tirando a cientista política Ilona Szabó da lista de suplentes do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária. Ilona já se manifestou, por mais de uma vez, ser a favor do desarmamento.  

Mais Médicos 

O Ministério da Saúde prometeu antecipar para este mês o início dos trabalhos dos médicos brasileiros formados no exterior, que vão substituir os profissionais cubanos dentro do programa Mais Médicos. No dia 12, eles começam treinamento sobre o SUS e atenção básica à saúde, em Brasília. A previsão é de que os profissionais comecem a atender no final de março. Em Santa Catarina seguem abertas 19 vagas em 11 cidades.  Em todo o país, ainda precisam ser preenchidas 1397 vagas em 667 cidades. 

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