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    Economia

    O carnaval do ministro Paulo Guedes

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    Carolina
    Por Carolina Bahia
    21/02/2020 - 19h01
    (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)
    (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

    Sem clima para encaminhar ao Congresso a proposta de reforma Administrativa, o ministro da Economia, Paulo Guedes, ganhou folga no Carnaval. A autorização do presidente da República para férias até o dia 28 de fevereiro saiu no Diário Oficial.

    Sob pressão, Guedes foi esfriar a cabeça. Nas últimas semanas se envolveu em declarações desastradas, sofreu derrotas e foi cobrado pelo baixo desempenho da economia.

    O governo sabe que se não houver reação na geração de emprego e melhoria real da qualidade de vida dos brasileiros, só a pauta de costumes e a ameaça da volta do PT não vão segurar uma reeleição a Jair Bolsonaro. Na prática, a tabela do Imposto de Renda não foi corrigida, o dólar bate recordes de alta e o preço dos combustíveis só aumenta.

    É por isso que a equipe econômica lança medidas para estimular o crédito, mas não basta. O Brasil precisa de um ambiente de estabilidade política para consolidar o crescimento econômico.

    E não é com Bolsonaro dizendo barbaridades contra uma jornalista, com general palaciano xingando o Congresso e com o czar da economia afirmando que “todo mundo” ganha com dólar alto e que o país entrará nos eixos. Guedes voltará do Carnaval com as reformas administrativa e tributária para serem resolvidas e ainda com uma crise com governadores para ser desarmada. É bom, mesmo, que descanse durante os dias de folia. 

    Na bancada ruralista 

    O governo tenta colocar em pé a polêmica proposta que autoriza a exploração de terras indígenas. Lideranças da etnia Xavante do Mato Grosso do Sul, como os caciques Arnaldo e Domingos, se reuniram com o presidente Bolsonaro, com a ministra Tereza Cristina (Agricultura) e com o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, o deputado gaúcho Alceu Moreira.

    Onyx e a nova equipe 

    Há uma semana à frente do Ministério da Cidadania, Onyx Lorenzoni prepara uma mudança na estrutura da pasta. O ministro adiantou à coluna que Ana Pellini, até então secretária-executiva, será chefe da assessoria especial ligada ao gabinete de Onyx.

    As secretarias Executiva e a de Desenvolvimento Social ficam com Antônio Barreto Júnior e com Sérgio Queiroz, respectivamente. Queiroz será o responsável pelo Bolsa Família, que será reformulado. As mudanças vão ser anunciadas em três meses.

    Currículo

    Indicado para uma diretoria da Ancine por Bolsonaro, Edilásio Barra foi o marqueteiro da candidata derrotada ao Senado pelo PSL-RS, Carmen Flores. Conhecido como pastor Tutuca, Edilásio foi ator e cantor de rock de pouca expressão nos anos 1980. A indicação ainda precisa ser aprovada pelo Senado. 

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