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Reformas

Oposição na mira de Bolsonaro

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Por Carolina Bahia
17/12/2018 - 05h00 - Atualizada em: 17/12/2018 - 05h00
Bolsonaro
(Foto: )

Disposto a aprovar a reforma da Previdência ainda no primeiro semestre de 2019, o governo Bolsonaro tenta abrir diálogo também com a oposição. O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, telefonou na semana passada para o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS). Colegas na bancada gaúcha, Onyx e Pimenta têm uma boa relação e poderão se encontrar ainda nesta semana.

É claro que jamais haverá um alinhamento, mas o governo busca um entendimento nas questões básicas da reforma, em nome da organização das contas públicas. Juntando os cacos da eleição, o PT se prepara para fazer uma oposição ferrenha a Bolsonaro, retomando as bandeiras sociais.

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O partido do ex-presidente Lula, no entanto, está ameaçado de isolamento pelas demais legendas do chamado campo de esquerda. PDT e PSB estão em tratativas para colocar na rua a chamada oposição responsável: em determinados temas poderão votar com o governo. Pelo comportamento dos partidos aliados até o momento, o presidente eleito terá problemas dentro de casa. Deputados representantes de corporações prometem dar mais trabalho do que uma oposição ainda sem rumo.

Aposentadoria rural 

Deputados ligados à agricultura familiar avisam que não aceitarão a retirada da aposentadoria rural do cálculo da Previdência. Como a coluna adiantou, uma das ideias do futuro governo é deslocar esses aposentados para a área social. Parlamentares que representam o setor afirmam que os produtores preferem a continuidade da contribuição sobre a produção e não o desconto fixo.

 

Definições 

A articulação política de Bolsonaro considera que não haverá problemas para o governo se Rodrigo Maia (DEM-RJ) vencer as eleições para a presidência da Câmara. Já no Senado, interlocutores do presidente eleito encaram com simpatia uma eventual candidatura de Esperidião Amin (PP-SC). Os governistas já começaram a trabalhar para inviabilizar a volta de Renan Calheiros (MDB-AL) à presidência da Casa.

 

Gosto amargo 

A duas semanas do fim do governo, a agenda do presidente Michel Temer está ocupada por solenidades, mas a despedida é amarga. Principais lideranças do MDB já pularam no governo Bolsonaro e não querem saber do chefe à frente da presidência nacional do partido. 

 

Assunto encerrado, antes que tornem isso um dos escarcéus propositais diários. – Jair Bolsonaro, presidente eleito desautorizando o filho Eduardo sobre a ideia de um plebiscito a respeito da pena de morte. 

 

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