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Operação Chabu

PF corta na própria carne em operação que prendeu prefeito Gean Loureiro

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Por Carolina Bahia
19/06/2019 - 03h15
Servidores e políticos são alvo da Operação Chabu em SC. (Foto: Diorgenes Pandini / NSC Total)

Em tempos de vazamentos de informações sigilosas, a Polícia Federal corta na própria carne e revela um esquemão que envolve autoridades de segurança e o coração da política catarinense. A ação pegou em cheio o prefeito Gean Loureiro, que foi preso – e solto no mesmo dia. Como o tempo da política é diferente do tempo da Justiça, os efeitos dessa ação já resultam em desgaste para o ex-emedebista e em grandes dúvidas sobre os desdobramentos da operação.

Que escândalos foram abafados nos últimos tempos? Qual o tamanho da corrupção que permeia as relações entre os poderosos? Qual o próximo passo dos investigadores? Enquanto essas questões não forem respondidas, o Estado ficará em transe.

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Chapecoense

O objetivo da audiência pública no Senado sobre a tragédia da Chapecoense foi claro: mobilizar as autoridades brasileiras para cobrarem providências dos governos da Bolívia e da Colômbia. Segundo o especialista em seguros e aviação, Abel Dias, as agências reguladoras dos dois países tinham conhecimento de que a empresa aérea LaMia voava fora dos padrões de segurança.

— No mesmo ano da tragédia, 2016, a empresa viajou três vezes na capacidade da autonomia do voo, ou seja, no limite do combustível – afirmou.

Não há prazo para as indenizações. Algumas famílias fecharam acordos trabalhistas, mas os processos contra a LaMia, as seguradoras e a fabricante da aeronave ainda correm nas justiças boliviana, colombiana e americana.

— Como envolvemos três países com legislações diferentes, com processos que precisam ser traduzidos, a resposta é vaga. A partir de agora, a gente espera um empenho maior do governo brasileiro para ajudar a acelerar as indenizações nesses países - explicou um dos advogados da associação de familiares das vítimas, Marcel Camilo.

Prestigiado

O presidente Jair Bolsonaro era só elogios ao secretário de Aquicultura e Pesca do Ministério da Agricultura, Jorge Seif Júnior, no lançamento do Plano Safra, nesta terça-feira, em Brasília. Bolsonaro lembrou que foi ele quem sugeriu o catarinense:

— Quero puxar a sardinha para o meu lado. Fui em quem indicou o Jorge para a vaga. O secretário que realmente revolucionou a pesca no Brasil.

Moro

O ministro Sérgio Moro (Justiça) vestiu o chapéu de político. Durante lançamento do plano Safra, ele chegou mais cedo e ficou à disposição para fotos com representantes do agronegócio. Do ex-ministro da Agricultura Francisco Turra a presidentes de entidades e senadores, todos quiseram um momento com Moro. Questionado pela coluna sobre o clima para a participação hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Moro demonstrou segurança:

– Vai ser tranquilo.

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