nsc

publicidade

Carolina

Análise política

Quando o filho atrapalha 

Compartilhe

Por Carolina Bahia
25/04/2019 - 03h00

No dia em que o governo Bolsonaro deveria estar comemorando o primeiro avanço na tramitação da reforma da Previdência, o assunto na Esplanada era, mais uma vez, o filho do presidente. Deputados e senadores aliados confessam perplexidade diante da insistência com que o vereador Carlos Bolsonaro promove ataques ao vice-presidente, Hamilton Mourão. Como se fosse possível defenestrar o general.

Na história recente da República, já houve vice bem discreto (Marco Maciel), mais saliente (José Alencar) e até quem trabalhou para puxar o tapete da titular (Michel Temer). Só não teve vice demitido. Os atos infantis nas redes sociais não são simples caneladas, como diz o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Por trás da baixa popularidade do presidente, de acordo com CNI/Ibope, estão a economia estagnada, a alta taxa de desemprego, mas também desgastes desnecessários. 

Aparências

Quando as autoridades se preparavam para descer a rampa de acesso ao salão onde ocorreu a cerimônia de sanção da lei das operadoras de crédito, um gaiato perguntou:

— Será que Bolsonaro e Mourão vão descer de mãos dadas?

— Não. Lado a lado já está bom - resmungou um ministro.

Passou a vez

Na cerimônia de sanção da lei que cria a Empresa Simples de Crédito, chamou a atenção o fato de o presidente Jair Bolsonaro não ter se manifestado. Autor do projeto, o senador Jorginho Mello (PR-SC) foi destacado para discursar. Carente de pauta positiva, o governo poderia ter esticado mais a rápida cerimônia.

Em alerta

O governador Moisés tem toda a razão em se preocupar com a situação fiscal de Santa Catarina. A dúvida é se a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre os investimentos em saúde não vai comprometer ainda mais o serviço ao cidadão.

Acomodação

Sobre a crise da Avianca, o ministro Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) disse à coluna que houve forte atuação para que as aeronaves fossem tomadas somente depois do feriado da Páscoa e que a ANAC tentou proibir venda de bilhetes, mas não foi permitido por decisão do juiz da recuperação judicial.

— É assim mesmo. Houve forte atuação para que os lessores (locadores) tomassem as aeronaves depois do feriado da Semana Santa. Isso ia acontecer na Semana Santa. Conseguimos postergar. Agora é o tempo de acomodação — comentou o ministro.

Deixe seu comentário:

publicidade