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    Análise política

    Reforma da Previdência sem estados e municípios é covardia e oportunismo

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    Por Carolina Bahia
    07/06/2019 - 03h30
    (Foto: Diogo Sallaberry / Agência RBS)

    Sem Estados e municípios a reforma da Previdência sairá capenga. Deputados que pretendem se candidatar a prefeitos no próximo ano, no entanto, resistem, alegando que não querem assumir esse desgaste com o funcionalismo local. Sim, é covardia e oportunismo. Mas o dever de casa também não foi feito.

    É essa queda de braço que, hoje, mobiliza o relator da reforma na Comissão Especial, Samuel Moreira (PSDB-SP). Unha e carne com o governador de São Paulo, João Doria, Moreira estaria disposto a contemplar Estados e municípios no texto a ser apresentado a partir da próxima segunda-feira. Mas ele sabe que tem o desafio de entregar a reforma possível, aquela que será aprovada em plenário. Dentro desta ideia, alterações no Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão opcionais, os trabalhadores rurais não terão mudanças e a capitalização é um assunto que ficará para outro momento.

    O presidente da Comissão Especial, Marcelos Ramos (PL-AM), não gostou nada das críticas do governador Dória, que chamou os deputados resistentes à ideia de eleitoreiros e irresponsáveis. Para Ramos, Doria foi desrespeitoso. Um bate-boca que só atrapalha quem quer tirar os Estados do buraco.  

    Previdência

    O governador Carlos Moisés estará em Brasília na próxima terça-feira para participar da reunião do Fórum dos Governadores. A participação de Estados e municípios na reforma da Previdência é o tema principal do encontro. Moisés também participa de reunião no Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (CODESUL-BRDE), que integra os Estados da região Sul e Mato Grosso do Sul.

    Trânsito

    O MDB nacional divulgou uma nota afirmando que o partido condena qualquer medida para desestruturar o sistema de fiscalização de trânsito, se referindo ao projeto de lei encaminhado à Câmara pelo presidente Bolsonaro. A bancada do MDB, no entanto, estranhou porque nenhum deputado foi consultado. O principal comentário é que é "coisa do Jucá". Ex-senador, Romero Jucá ainda é o presidente da legenda. 

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