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Política

Vice-presidente Mourão é contra mudar Receita Federal  

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Por Carolina Bahia
20/08/2019 - 04h00
Vice-presidente, general Hamilton Mourão (Foto: Marco Favero / Agência RBS / BD)
Vice-presidente, general Hamilton Mourão (Foto: Marco Favero / Agência RBS / BD)

Respeitado pelo empresariado e atento às questões econômicas, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, é contra mudanças na Receita Federal. Em entrevista à coluna, nos jardins do Palácio do Jaburu, ele elogia o trabalho dos técnicos e afirma que não há motivo para transformar a estrutura, que hoje é uma secretaria subordinada ao Ministério da Economia, em autarquia ou agência. Essa mudança está em estudo no governo, inclusive com a possibilidade de separação entre as áreas de arrecadação e gestão.

Técnicos da Receita já se posicionaram contra as alterações. Há, inclusive, quem suspeite que o presidente Jair Bolsonaro possa estar retaliando a estrutura em razão das auditorias envolvendo a família. Quanto à interferência de Bolsonaro em substituições na superintendência e no comando do porto de Itaguaí (RJ), general Mourão disse à coluna que é uma crise contornável, como foi a da PF:  

— O presidente tem aquela visão que nós militares temos, de hierarquia. Agora isso não funciona em outros tipos de instituições, como a Polícia Federal, como a Receita Federal.

Eleições 2022

Apesar da boataria e do desejo de aliados, o general Mourão nega que seja candidato à presidência da República em 2022.

– Só entrei nessa porque o Bolsonaro me convocou. O candidato se chama Jair Messias Bolsonaro. Se ele me quiser para 2022...se ele for à reeleição..., mas ainda temos que colocar o país nos trilhos até lá.

Lei do abuso

Se depender de Mourão, a Lei do abuso de autoridade deve ser sancionada, mas com vetos. Para ele, é necessário eliminar pontos subjetivos, como a questão da não obrigatoriedade das algemas.

Sala Joesley

À vontade no Palácio do Jaburu, Mourão utiliza a antiga área secreta de reuniões do ex-presidente Michel Temer para assistir a jogos de futebol. Apelidada pelo general de “sala Joesley” – porque foi ali que o emedebista acabou grampeado pelo empresário – hoje o espaço serve para os momentos de lazer com familiares. A sala fica no subsolo do Palácio e pode ser acessada de forma discreta, sem passar pela entrada principal.

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