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Opinião

O Brasil perdeu!!!

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César
Por César Seabra
02/11/2019 - 06h45 - Atualizada em: 02/11/2019 - 06h44
(Foto: Adolfo Alves, BD, 8/7/1982)
(Foto: Adolfo Alves, BD, 8/7/1982)

Ganhei um esperto presente do colega Ânderson Silva. Uma caixinha para praticar a escrita criativa. Como um baralho, você escolhe a carta e... bingo, surgem sugestões divertidas, curiosas, provocativas. Hoje vou de: “Que livro marcou sua adolescência? Escreva sobre as lembranças que você associa ao período da sua vida em que estava lendo esse livro.”

Desafio dado, desafio aceito.

Sempre fui reservado, recolhido. Adorador de livros. Corria o agradável inverno de 1982. Nos campos da Espanha, a seleção brasileira desfilava talento magnético. No quarto do subúrbio carioca, dividia a Copa do Mundo com “O estrangeiro”, o mais importante livro do franco-argelino Albert Camus.

Flor da idade, 21 anos, estudante de Jornalismo, de férias em casa. Minhas irmãs Sandra Valéria e Catia Rejane (Dona Leila, minha mãe, caprichou nos nomes) não ligavam para o que estava acontecendo. O país parava por Falcão, Zico, Sócrates, Júnior & Cia.

Eu parava por eles e também por Meursault, personagem principal de “O estrangeiro”. Homem sem projeto, sem destino, sem sentido de existência. Figura bizarra, assim como bizarro era pensar que a seleção brasileira não ganharia a Copa da Espanha.

Chegou a segunda-feira, 5 de julho de 1982. À tarde, jogo decisivo contra a Itália num tímido estádio de Barcelona. Respirava-se esperança e alegria nas ruas. Dona Leila preparou o almoço mais cedo. Era preciso estar concentrado para aquele duelo. Camus e Meursault ficaram de lado, abandonados, esquecidos ao relento.

E a tragédia absurda aconteceu. A Itália nos venceu, fomos eliminados. Dona Leila, Sandra Valéria e Catia Rejane berravam alucinadamente pelos cantos da casa: “Meu deus, o Brasil perdeu!!!”.

O silêncio caiu pesadamente. O dia se fez noite. O horror, o horror.

Estranhamente não chorei. Fiquei triste, não chorei. Não queria ouvir ninguém, ver ninguém. Deitei em minha apertada cama, acendi a luminária mequetrefe, peguei “O estrangeiro”. Voltei à primeira página. E tudo começava com Meursault contando sua história:

“Hoje, mamãe morreu...”

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Trago verdade (1)

Do comediante britânico Ricky Gervais: “Quando você morre, você não sabe que está morto. Quem sofre são os outros. É a mesma coisa quando você é um idiota”.

Trago verdade (2)

Do cantor e compositor americano Bruce Springsteen: “A fama, num dia bom, é como receber um aceno amigável de um estranho. Mas, num dia ruim, é como uma longa caminhada até sua casa sendo que, ao chegar lá, não há ninguém para recebê-lo”.

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Emoção e diversão

“Pose” (Netflix) é uma das séries mais bacanas para se ver hoje. Em oito capítulos, mostra a vida da comunidade LGBTQ na imunda e insegura Nova York dos anos 80 do século passado.

Já em segunda temporada nos Estados Unidos, “Pose” é um drama familiar que diverte e emociona na medida certa.

série
(Foto: )

SC-Manaus-SP

Felipe Schaedler deixou Maravilha, no Oeste do Estado, trocou o Direito pela Gastronomia e seguiu para Manaus. Lá o chef faz sucesso com o Banzeiro, restaurante que acaba de ganhar uma versão paulistana.

Casa cheia. O sucesso vem com receitas tradicionais da Amazônia em versão contemporânea. Imperdível. Quem sabe um dia ele abre uma casa no estado natal?

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César Seabra

Colunista

César Seabra

Percepções sobre Santa Catarina a partir do olhar do diretor de jornalismo da NSC Comunicação

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