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Catarinense conta detalhes sobre dias em que ficou preso na Venezuela

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Por Dagmara Spautz
09/01/2018 - 14h11 - Atualizada em: 09/01/2018 - 14h28
Jonatan voltou a postar fotos suas com crianças na Venezuela
Jonatan voltou a portar fotos suas com crianças na Venezuela
(Foto: )

O catarinense Jonatan Diniz, de Balneário Camboriú, contou detalhes sobre o tempo em que permaneceu preso da Venezuela e uma nova postagem nas redes sociais. No texto, o jovem diz que acredita ter sido preso no último dia 2 de dezembro, quando estava em um bar com amigos. Diz que o homem que o abordou não estava fardado e desde o começo o acusava de ser um integrante da CIA.

Jonatan detalha ter sido levado para a sede do SEBIN (Polícia tática da Venezuela), onde dividiu cela, que segundo ele tem 8 metros quadrados, com outros oito homens, todos venezuelanos. Ele diz que seis pessoas dormiam em colchões no chão e os outros três em um treliche. O vaso sanitário ficava dentro da cela e, ainda segundo o relato do jovem, não havia chuveiro.

Apesar das poucas condições sanitárias descritas, Jonatan diz que os presos podiam assistir televisão e viam muitos filmes.

- Me fizeram ficar nu não sei quantas vezes e com quantos celulares tiraram fotos minha, inclusive mandaram ficar nu na frente de todos os detentos sem a mínima lógica na noite que cheguei (obs: ninguém me abusou sexualmente e nem me agrediram fisicamente, acreditem, podemos evitar 100% das batalhas com muita gentileza e uma dose extra grande de paciência) - relata no texto.

Ainda de acordo com Jonatan, autoridades disseram aos demais detentos que ele teria ligação com Oscar Perez e o grupo da Resistência na Venezuela - o que chama de "mais uma falsa acusação".

No relato, Jonatan afirma que em 11 dias, recebeu comida em apenas dois ou três dias e que nas demais vezes dependeu da ajuda dos companheiros de cela para se alimentar.

- Dos 11 dias, jamais me deixaram sair da cela nem para 10 minutos de sol, quando saia, era para assinar mais papeladas e como sempre ser chamado de "estafador e agente da CIA" - conta.

- Os 11 dias não pude receber visita, fazer chamada ou nenhuma outra coisa. Tentaram colocar terror psicológico falando que eu poderia ficar lá tanto 1 como 1000 dias, que ninguém havia me procurado e que ninguém nem se quer sabia de minha prisão - acrescenta.

Ao ser liberado, Jonatan explica que precisou assinar um documento no qual era expulso por dez anos da Venezuela. Foi só então que ele soube que seu caso era destaque na mídia mundial. No dia seguinte, ele soube que seu voo seria para os Estados Unidos, local de origem do brasileiro para chegar na Venezuela.

No texto, Jonatan ainda conta que pegou um voo para Miami e outro para Los Angeles e que guardou segredo sobre sua localização por uma questão de segurança.

No relato, o brasileiro afirma que quer mudar o mundo por meio de iniciativas como o seu projeto social e ressalta que não tem envolvimento com política. Jonatam marcou uma apresentação para a imprensa nesta quarta-feira, em Balneário Camboriú, mas não deixou claro se estará presente no evento.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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