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    Cidasc defende restrição a agrotóxico que mata abelhas em reunião nacional

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    Por Dagmara Spautz
    06/12/2019 - 19h21 - Atualizada em: 09/12/2019 - 08h31
    Abelhas mortas do Planalto Norte (foto: Cidasc)
    Abelhas mortas do Planalto Norte (foto: Cidasc)

    A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) recebeu nesta sexta-feira (6) reunião técnica da Frente Parlamenta Mista da Apicultura e Meliponicultura da Câmara dos Deputados. No encontro, presidido pelo deputado federal Darci de Mattos (PSD-SC), a Cidasc defendeu medidas para reduzir a mortandade de abelhas. Entre elas, a proibição do uso do agrotóxico fipronil nas folhas dos cultivos.

    O fipronil é um inseticida amplamente usado – de antipulgas para animais domésticos e veneno contra formigas e baratas, até a agricultura. Mas é a aplicação nas folhas,em lavouras, que causa risco às abelhas. Elas entram em contato com o defensivo em busca de pólen. Voltam às colmeias e contaminam outras abelhas.

    Das análises feitas este ano no Estado, em colmeias atingidas pela mortandade de abelhas, 93% apontaram a presença de fipronil. Mais de 20 milhões de abelhas morreram entre o fim o fim de 2018 e o início de 2019. Foram 300 colmeias, nas cidades de Canoinhas, Monte Castelo, Rio Negrinho e Itaiópolis, todas no Planalto Norte.

    Receituário

    Outra propostas apresentadas são a responsabilização dos técnicos pelos receituários emitidos, a capacitação de aplicadores, pesquisa e difusão de sistemas de produção que permitam a redução no uso de agrotóxicos no Estado.

    Mais de 80 pessoas de todo o Estado participaram da reunião. Santa Catarina tem 6,8 mil produtores de mel, e lidera as exportações no país. Presidente da Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (Faasc) e de vice-presidente da Confederação Brasileira de Apicultura (CBA), Ivanir Cella observou que a mortandade dos insetos polinizadores vem colocando em risco a atividade.

    Alguns lotes de exportação de SC já foram recusados na União Europeia devido à suspeita de presença de glifosato, outro agrotóxico que é permitido no Brasil mas proibido em boa parte do mundo porque causa riscos à saúde.

    - Por enquanto são casos isolados, mas que já começam a nos preocupar. Entendemos que algumas moléculas devem ter o seu uso proibido ou limitado e que sejam também tomadas algumas outras medidas para amenizar a mortandade das abelhas, como a utilização de tecnologias que possibilitem a utilização de menos agrotóxicos - disse Cella.

    Gestor da Divisão de Fiscalização de Insumos Agrícolas da Cidasc, Matheus Mazon Fraga confirmou o aumento no número de casos de mortandade de insetos polinizadores por intoxicação em SC. Ele informou que a Secretaria de Agricultura vai aumentar o recurso disponível para investigar a perda de colmeias por intoxicação química e para o suporte da apicultura no estado.

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