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Dia Mundial do Meio Ambiente: Mudanças climáticas nos farão viver entre extremos

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Por Dagmara Spautz
05/06/2020 - 15h07 - Atualizada em: 05/06/2020 - 15h39
Enchente de 2008, em Itajaí
Enchente de 2008, em Itajaí

Na era da autoverdade, o aquecimento global virou assunto espinhoso. Não pode ser assim. O planeta sente os efeitos de uma política insuficiente de redução de emissão de gás carbônico, e as mudanças climáticas são palpáveis. A distribuição irregular de chuvas – períodos de enchente, e outros de seca (alô SC!) – representam o efeito mais ordinário de nossa gestão ambiental. A má notícia é que, ao que tudo indica, os extremos vão se repetir cada vez com mais frequência e intensidade.

Um amplo relatório climático, divulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em março, indicou que as mudanças no clima têm interferido em diversos aspectos da vida no planeta – da saúde à economia. O levantamento diz que o ano passado foi o segundo mais quente já registrado. Perdeu apenas para 2016. A última década, de 2010 a 2019, foi a mais quente no planeta.

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Há macro e microefeitos da mudança climática. Desde a alteração no padrão de vida nos oceanos, devido ao derretimento das calotas polares – o que altera correntes marítimas e aumenta o nível nos mares – até nossa percepção empírica de que enchentes e alagamentos se repetem com mais frequência.

O mundo se torna, aos poucos, um lugar mais inóspito. Os mais pobres já são, e continuarão sendo, os mais afetados pelas mudanças no clima. 

Em 2019, tivemos um número de ciclones tropicais acima da média histórica – 27 no Hemisfério Sul, e 72 no Hemisfério Norte. Na Ásia, no ano passado, a estação das monções teve chuva acima da média em países como Índia, Nepal, Bangladesh e Myanmar, segundo o relatório da ONU. Mais de 2,2 mil pessoas morreram em inundações.

Vamos falar em economia? Nos Estados Unidos, as enchentes causaram prejuízo de US$ 20 bilhões.

A situação do aquecimento global lembra o alerta sobre a pandemia, uma possibilidade com a qual a Organização Mundial da Saúde (OMS) já trabalhava pelo menos desde 2016. Naquele ano, os especialistas colocaram na mesa de discussão a possibilidade de uma doença de repercussão global.

Em março, Peter Daszak, presidente da EcoHealth Alliance, falou em entrevista ao colunista internacional do Uol, Jamil Chade, sobre essas discussões. Contou que, em 2018, a possibilidade de pandemia foi colocada como prioridade entre as ações no mundo. Isso deveria alertar governos sobre a iminência de um problema de grandes proporções. Mas quase ninguém prestou atenção.

As consequências do aquecimento global vêm sendo alardeadas há anos, por pesquisadores e organismos internacionais. Serão cada vez mais nefastas para o planeta, para nosso modo de viver e de nos relacionarmos. Um assunto sério, deturpado pelo reacionarismo ideológico e seus inimigos imaginários. 

Hoje é Dia Mundial do Meio Ambiente. Ainda podemos escolher entre agir, ou empurrar o assunto para debaixo do tapete.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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