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Saúde

Entenda o que significa a descoberta de uma variação do vírus da dengue em SC 

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Por Dagmara Spautz
16/11/2018 - 12h08 - Atualizada em: 16/11/2018 - 12h08
Foto: Salmo Duarte

Este ano, pela primeira vez, Santa Catarina registra casos de dengue com um novo sorotipo do vírus. O Den-2 foi identificado em Itapema, e acende o alerta para o risco de contaminação _ com novo tipo de vírus circulando, até mesmo quem já foi infectado uma vez pode ficar doente novamente.

João Fuck, coordenador do Programa de Controle da Dengue na Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Dive-SC), explica o que significa a chegada desse novo sorotipo a Santa Catarina.

Entrevista: João Fuck

Quantas variações do vírus de dengue existem no Brasil?

São quatro sorotipos diferentes, por isso dizemos que uma pessoa pode pegar dengue quatro vezes na vida.

Há diferença nos sintomas?

A sintomatologia é a mesma, com febre, dor de cabeça e dor no corpo, entre outros. Como há pequenas diferenças entre os sorotipos, quem pega uma vez fica imune só contra aquele tipo.

A Fiocruz classificou o Den-2 como mais perigoso do que o Den-1. Concorda com essa diferenciação?

Há alguns estudos mostrando que casos de Den-2 podem ser um pouco mais graves, mas não é isso que define a gravidade do quadro. São fatores pessoas, como imunidade e o manejo clínico do caso.

Qual o risco para quem já teve dengue uma vez? É possível contrair dengue hemorrágica?

Não se fala mais em dengue hemorrágica, mas em dengue grave. Isso pode acontecer. Se o paciente pegou uma vez e pega novamente, como o sistema imune está sensibilizado pode haver uma resposta mais exacerbada. Mas não é regra.

Como se identifica qual o sorotipo de vírus que infectou cada paciente?

Nem todos se consegue identificar, só daqueles em que se faz a coleta nos primeiros dias. As amostras são encaminhadas para o Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen, que identifica qual o sorotipo.

O que é possível fazer para se proteger da dengue?

As medidas continuam sendo eliminar locais onde podem colocar os ovos. Temos visto aumento no número de focos este ano em Santa Catarina. É preciso olhar, eliminar água parada, mas não só nos que são fáceis de serem identificados. Também aqueles que não estão à vista, como caixa d´água, calhas, depósito da geladeira. De forma complementar há o repelente, que é individual e paliativo, não elimina o problema. Alguns repelentes têm recomendação de uso, com necessidade de reaplicação a cada duas horas, então é difícil manter. E quem tiver sintomas deve procurar a unidade de saúde, para receber o atendimento clínico adequado.

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