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    Incerteza sobre argentinos marca temporada de verão em Santa Catarina

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    13/01/2020 - 09h54 - Atualizada em: 13/01/2020 - 10h00
    Praia Central de Balneário Camboriú (foto: Fabiano Correia)
    Praia Central de Balneário Camboriú (foto: Fabiano Correia)

    Uma dúvida incomoda o trade turístico em Santa Catarina: quantos argentinos resistirão à crise e às restrições, e chegarão ao Litoral nas próximas semanas. A queda em relação a anos anteriores já era esperada, devido à crise econômica no país vizinho, que já teve efeito no verão de 2019. Mas é a taxação de 30% sobre os gastos no exterior, aprovada pelo país vizinho, potencializou o problema. Entre os empresários do setor, reina a sensação de incerteza. Florianópolis, Balneário Camboriú e Bombinhas – as cidades preferidas dos argentinos em SC – são as mais afetadas.

    A expectativa é de redução de até 40% no número de turistas. Para escapar do imposto, visitantes que tinham feito reserva e decidiram pagar antecipado, antes da taxação começar a valer. Outros têm trocado o cartão de crédito pelo dinheiro vivo, para não serem taxados. E a maioria abriu mão das reservas antecipadas, para negociar preços.

    Turista-desejo

    Se há menos argentinos viajando na temporada, a expectativa é por visitantes de maior poder aquisitivo. É o “turista-desejo” do trade catarinense. Mas muitos deles deixaram SC de lado e optaram por outros destinos brasileiros neste verão, especialmente o Rio de Janeiro. Entre os motivos está a facilidade de conexão aérea.

    Mais voos

    O aeroporto de Florianópolis é o único a operar voos regulares para a Agentina neste verão. São 32 voos semanais, operados por quatro companhias, que ligam Santa Catarina a Buenos Aires, Córdoba e Rosário. Na baixa temporada, a frequência cai para 26 mensais, e a Floripa Airport identifica que há necessidade de aumentar a oferta para o ano todo. A concessionária informou que a ampliação de conexões, internas e externas - incluindo Europa, América do Norte e regularidade de voos na América Latina - é um dos focos para 2020. Mas depende de estratégia unificada, agressiva e bem definida entre poder público, aeroporto e trade turístico para gerar demanda.

    Ônibus que liga Brasil e Argentina
    Ônibus que liga Brasil e Argentina
    (Foto: )

    Turismo rodoviário cresce

    Se no setor hoteleiro há instabilidade quanto à chegada dos argentinos, o transporte rodoviário, curiosamente, registra nesta temporada uma melhoria de 20% na venda de passagens para os Hermanos, em relação ao último verão. É que 2019 teve a pior temporada em 15 anos para o setor. A Flecha Bus, maior empresa do setor na América Latina, trará a SC 50 mil turistas entre janeiro e fevereiro.

    Preços atraentes

    O diretor administrativo da Flecha Bus no Brasil, Gelson Chinelato, acredita que falta interesse do trade turístico em Santa Catarina de adaptar os preços para recuperar os turistas argentinos que, devido à crise e à taxação, não poderão vir desta vez. Reduzir a margem de lucro poderia, em tese, garantir melhores taxas de ocupação.

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