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Construídos em Itajaí

Marinha e Petrobras encontram módulos de plataforma que naufragaram em Santa Catarina

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Por Dagmara Spautz
28/05/2019 - 17h10 - Atualizada em: 28/05/2019 - 17h13
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

A Petrobras confirmou que a Marinha do Brasil, em operação conjunta com a estatal, localizou os módulos da plataforma P-71, construídos em Itajaí, que eram levados para o Espírito Santo quando naufragaram na costa catarinense, nas imediações de São Francisco do Sul, em 18 de maio. A situação das estruturas ainda é avaliada.

Em nota, a Petrobras informou que está "envidando todos os esforços necessários para que não haja atraso na data prevista de entrada em operação da plataforma P-71, tampouco perda de receita para o consórcio".

Os módulos são para geração de energia e foram construídos em um estaleiro no terminal Teporti, numa das últimas encomendas feitas pela Petrobras durante o boom do pré-sal e da indústria naval. No Espírito Santo, seriam acoplados ao navio-plataforma FPSO P-71, que teve o casco construído na China depois que a empresa contratada inicialmente, no Rio Grande do Sul, foi citada pela Operação Lava Jato e teve o contrato cancelado.

A junção entre os módulos e o casco deveria ocorrer no primeiro semestre do ano que vem, no estaleiro Jurong, que fica na cidade de Aracruz (ES). A plataforma deve operar no campo de Sururu, na Bacia de Santos.

Os módulos eram transportados pela barcaça Locar V, conduzida pelo rebocador TS Favorito. Oito tripulantes estavam a bordo, mas ninguém se feriu.

Logo após o acidente levantou-se a possibilidade de que a barcaça não teria suportado o peso das estruturas. Em nota, a empresa Locar informou que o transporte passou por avaliações prévias. A Marinha instaurou um inquérito para investigar as causas do naufrágio.

Confira a nota da Locar:

"Em relação ao incidente marítimo com os módulos da plataforma FPSO P-71 da Petrobras, a Locar Guindastes e Transportes Intermodais, empresa contratada para fornecimento da balsa, transporte dos módulos em terra (loadout) e arranjo, fixação e peação (seafasting) dos mesmos à embarcação, informa que todos os projetos, serviços e locações de seu escopo contratual foram realizados sob supervisão e aprovados por empresa certificadora.

A Locar acrescenta que sua atuação no transporte dos módulos restringia-se aos serviços de engenharia do loadout, do seafasting e da movimentação até as balsas, e que, após a conclusão e a aprovação desses serviços, a balsa foi entregue a Tranship, empresa contratada para o planejamento do reboque e sua devida realização até o Estaleiro da Jurong, em Aracruz (ES)".

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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