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    Moisés precisa dar respostas após saída do secretário da Saúde

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    01/05/2020 - 13h44 - Atualizada em: 01/05/2020 - 14h48
    Governador Carlos Moisés (foto: Mauricio Vieira/Secom)
    Governador Carlos Moisés (foto: Mauricio Vieira/Secom)

    Doze horas após o anúncio da demissão do secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, o governador Carlos Moisés (PSL) divulgou comunicado cancelando a entrevista coletiva que faria nesta sexta-feira (1º). O governo fará apenas a atualização de dados da evolução da pandemia do novo coronavírus. Só voltará a responder perguntas no dia 4 de maio, segunda-feira.

    O governador tenta ganhar tempo enquanto administra a troca de comando da Secretaria. E aprofunda o viés autocentrado do governo.

    É fato que há uma denúncia grave a ser apurada, e que a permanência do secretário se tornava politicamente insustentável para o governo. Mas a condução da alternância foi falha, e expôs o Estado a uma nova crise.

    Internamente, a mudança não repercutiu bem. A maior parte dos servidores da Saúde ficou sabendo da demissão do secretário pela imprensa, na quinta-feira à noite. Até o fim da manhã desta sexta, o clima era de incerteza sobre a linha de condução dos trabalhos. O que é grave - especialmente em meio a uma pandemia.

    Leia mais:

    Saída de Zeferino era necessária, mas não deve conter crise política do governo Moisés

    Os bastidores da exoneração do secretário da Saúde de Santa Catarina Helton Zeferino

    O fato é que, como comentei na coluna mais cedo, o governo optou por personalizar o combate ao coronavírus no (agora ex) secretário da Saúde. Era de Zeferino o “rosto” dos anúncios oficiais, ao lado do governador, e seu braço direito na tomada de decisões. Por isso a mudança, ainda que não represente uma alteração no modelo de política pública que vem sendo adotado, poderá trazer uma imagem de ruptura que não é saudável neste momento em que enfrentamos uma crise sanitária sem precedentes.

    O governo precisa comunicar os próximos passos porque deve satisfações. Ao decidir não responder a questionamentos inconvenientes, pelo menos por enquanto, não é apenas a imprensa que Moisés deixa de atender. Mas os 7 milhões de catarinenses a quem representa.

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