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    SC expo defense

    Navios construídos pela Marinha em Itajaí serão oportunidade de negócios para empresas de SC

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    Dagmara
    Por Dagmara Spautz
    26/09/2019 - 14h39 - Atualizada em: 26/09/2019 - 14h47
    Estaleiro Oceana (Foto: Diorgenes Pandini)
    Estaleiro Oceana (Foto: Diorgenes Pandini)

    O investimento bilionário da Marinha do Brasil para a construção de quatro navios de guerra, que serão produzidos em Itajaí, é um dos chamarizes da primeira edição da SC Expo Defense, que começa nesta sexta-feira (27) em Florianópolis. A ideia é aproximar os empresários catarinenses das oportunidades de fornecer às forças armadas.

    No caso dos navios, a escolha dos fornecedores será feita pelo Consórcio Águas Azuis, encabeçado pelas gigantes Thyssenkrupp Marine e Embraer. Um negócio avaliado em US$ 2 bilhões (mais de R$ 8 bilhões na cotação atual). São corvetas da classe Tamandaré, com projeto inspirado no navio de guerra alemão Meko A100.

    As embarcações terão alta tecnologia de bordo, com sonares e radares de última geração, sistema que impede o rastreamento, além de mísseis e metralhadora. Um dos setores que terá demanda durante a construção é o metal mecânico, em que Santa Catarina se destaca. A proximidade de polos em Jaraguá do Sul e Blumenau teria, inclusive, interferido na escolha do estaleiro Oceana, em Itajaí, para a base de construção do consórcio.

    A assinatura do contrato, para início das operações, deve ocorrer até o fim do ano. A Empresa Gerencial de Projetos Navais da Marinha (Engepron) não informou se a data já foi escolhida. O cronograma prevê que a mobilização ocorra no ano que vem, com início da contrução do primeiro navio em 2021. A última entrega é prevista para 2028.

    Projeto de corvetas
    Projeto de corvetas
    (Foto: )

    A escolha do consórcio Águas Azuis foi questionada ao Tribunal de Contas da União (TCU) pelo Sindimetal, sindicato que representa os trabalhadores da indústria naval em Pernambuco. Este mês, o Governo do Pernambuco declarou interesse no processo. O processo corre em sigilo no TCU.

    Presidente do Comitê da Indústria de Defesa de Santa Catarina (Comdefesa), o empresário Cesar Olsen destaca que as corvetas são um do chamariz, mas não o único projeto que pode integrar empresas catarinenses ao rol de fornecedores das forças armadas. As oportunidades que estarão na feira incluem de fardas a alimentos.

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