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Defesa Civil

Obras emergenciais vão conter risco de rompimento de barragem e reservatórios em Itajaí

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Por Dagmara Spautz
20/03/2019 - 14h16 - Atualizada em: 20/03/2019 - 14h16
Barragem no canal retificado
Barragem no canal retificado (Foto: Prefeitura de Itajaí, Arquivo)

O Serviço Municipal de Água e Saneamento de Itajaí (Semasa) contratou, com dispensa de licitação, R$ 11 milhões em obras para recuperar duas estações de água e uma barragem, que correm risco de rompimento. A avaliação foi feita pela Defesa Civil de Santa Catarina, que emitiu um relatório com classificações de risco que variam entre alto e muito alto para as estruturas.

A situação mais preocupante é a da Estação de Tratamento de Água (ETA) do Bairro São Roque, que teve classificação de risco muito alto pela Defesa Civil. Ali ficam reservados 20 milhões de metros cúbicos de água, que abastecem Itajaí e Navegantes. Houve desmoronamentos nas encostas, que precisarão ser recuperadas. A obra inclui drenagem nos reservatórios e contenção de erosão.

A recuperação da ETA do São Roque chegou a ser licitada pelo município no ano passado, mas a empresa responsável não cumpriu o contrato e o acordo foi cancelado.

A situação é semelhante na Estação de Recalque de Água (Erati) do Bairro Fazendinha, onde houve deslizamentos de terra. Ali, o reservatório tem 1 milhão de metros cúbicos de água.

Salinização

Já a barragem de cunha salina, que fica no Canal Retificado do Rio Itajaí-Mirim, há uma rachadura e as proteções de encosta cederam, o que traz risco de colapso. O diretor do Semasa, Diego Antônio da Silva, diz que não há perigo de atingir vidas. Mas um eventual rompimento, com salinização da água, a tornaria imprópria para o consumo.

A análise da Defesa Civil foi solicitada pelo Semasa no ano passado. Depois de entregue, foi contratado um projeto executivo e só então ocorreu a dispensa de licitação para a obra. A autorização para início dos trabalhos já foi dada, mas aguarda licença ambiental do Instituto do Meio Ambiente (IMA), requisitada há duas semanas.

O diretor do Semasa diz que, embora o risco exista, não há motivo para pânico nas comunidades.

- Não é um risco imediato, tanto que não houve interdição – avalia.

O vereador Rubens Angioletti (PSB), que pediu acesso aos laudos da Defesa Civil após ter visto a dispensa de licitação publicada em diário oficial, diz que a situação é preocupante. O acidente em Brumadinho (MG) acendeu o sinal de alerta sobre estruturas como essas.

- O laudo assusta. A gente sabe como são os acidentes, e por que acontecem.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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