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Pandemia e discurso 'moderado' ajudaram a reeleger Fabrício Oliveira em Balneário Camboriú

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Por Dagmara Spautz
16/11/2020 - 13h51 - Atualizada em: 16/11/2020 - 13h53
Fabrício Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú
Fabrício Oliveira, prefeito de Balneário Camboriú (Foto: Reprodução)

A demora no licenciamento das obras de alargamento da faixa de areia da Praia Central tirou do prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira (Podemos), aquela que seria sua principal vitrine de campanha em uma eleição que trazia, como rivais, dois autores de algumas das grandes obras de infraestrutura da cidade – o ex-prefeito Edson Piriquito (MDB) e o ex-secretário de Planejamento, Auri Pavoni, que concorreu pelo PSDB.

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Se a pandemia atrapalhou o andamento do projeto da faixa de areia, foi também o que ajudou o prefeito a manter vivo o projeto de reeleição, conquistado com 53% de votação. O discurso equilibrado de Fabrício, que tem evitado embates, ajudou a manter em alta a aprovação de sua gestão durante a crise causada pelo novo coronavírus.

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A moderação não é um acaso, tem sido a escolha do prefeito para tentar passar ileso pelas ondas que vêm afetando a política. Fabrício nunca escondeu posições conservadoras – salta aos olhos a rejeição do prefeito às paradas da diversidade, por exemplo, que repercutiu em todo o país e chegou a render uma ação do Ministério Público. Também não é segredo sua proximidade com a família Bolsonaro.

Tanto, que chegou a fazer uma visita-relâmpago ao presidente da República 10 dias antes das Eleições. A foto do encontro ficou registrada, mas foi usada de forma discreta pela campanha, endereçada a uma parte específica do eleitorado.

A escolha do prefeito ao tentar se equilibrar no pêndulo da política, ao menos publicamente, evita que ele seja colado ao bolsonarismo. Para o bem e para o mal. Desta vez, a moderação no discurso fez bem e foi decisiva para levar a eleição.

Fabrício se beneficiou dos ventos da continuidade na política catarinense e nacional, em que o eleitor, talvez desapontado com alguns novatos, decidiu apostar em nomes conhecidos. Se reelege, no entanto, com votação menor do que a que teve em 2016 - foram 30.205 votos, contra 32.552 quatro anos atrás. Talvez, resultado da abstenção.

O fato é que, na onda da moderação, até mesmo o ex-prefeito Piriquito, notório por um temperamento mais combativo, fez um aceno em uma mensagem nas redes sociais, em que reconhece a vitória do adversário e deseja sucesso. ‘Paz e amor’ parece ser a nova moda da política. 

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