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Feminicídio

Patrícia, assassinada em Itajaí, deixou dois filhos e o sonho de fazer faculdade

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Por Dagmara Spautz
19/08/2019 - 13h01 - Atualizada em: 21/08/2019 - 14h27
Patrícia foi assassinada no sábado em Itajaí (Foto: Reprodução)
Patrícia foi assassinada no sábado em Itajaí (Foto: Reprodução)

O corpo de Patrícia Vitório dos Santos, assassinada na noite de sábado em Itajaí, foi enterrado no final da manhã desta segunda-feira (19) em Honório Serpa, no Sudoeste do Paraná.

Patrícia nasceu e passou a infância e adolescência em uma chácara no interior da pequena cidade de 5,3 mil habitantes, onde vive a mãe e os três irmãos. Ela deixa o marido e dois filhos pequenos, um de quatro anos e outro de quatro meses.

Para a família, é um momento de muita dor. Os irmãos se viam duas vezes por ano, quando Patrícia viajava ao Paraná para visitar a mãe.

— Balançou nossa estrutura, não caiu a ficha ainda. Ela era jovem, bonita, saudável. Se fosse por doença, a gente entenderia mais fácil – disse, por telefone, o irmão de Patrícia, Vagner Abel Vitório, 21 anos, logo após o sepultamento.

Religiosa e inteligente

Abel descreve a irmã como uma mulher tranquila, religiosa e inteligente. Patrícia estudou no Paraná até o Ensino Médio, e logo se mudou para SC para casar. Conheceu o marido em Honório Serpa, mas ele havia deixado a cidade no Paraná.

Habituada à vida no campo, e desenhista talentosa, Patrícia tinha o sonho de cursar faculdade de Veterinária ou Arquitetura. Estava tentando uma bolsa para ensino à distância, segundo o irmão.

Nos últimos tempos, com um bebê de colo, trabalhava como vendedora autônoma. Já havia também trabalhado com acabamento de roupas íntimas, que ela fazia em casa. Era cheia de sonhos e de vida.

Suspeito se entregou à polícia

A notícia da morte de Patrícia chegou aos familiares do Paraná pelo sogro dela, no domingo. No sábado à noite, Francisco Helder Barbosa, 37 anos, procurou o quartel da Polícia Militar no Bairro São Vicente, em Itajaí, dizendo que havia matado uma mulher e que o corpo estava dentro de seu carro.

Os policiais encontraram Patrícia no banco de passageiros, com um ferimento profundo no pescoço. Francisco foi preso, passou mal e está hospitalizado.

O irmão de Patrícia, Abel, disse nunca havia ouvido falar de Francisco.

— O que fica é a tristeza, muita mágoa. Esperamos que a justiça seja feita – afirmou.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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