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Acidente aéreo

Piloto de ultraleve que caiu no mar será cremado em SC

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Por Dagmara Spautz
19/08/2018 - 17h53 - Atualizada em: 19/08/2018 - 19h52

O corpo de José Ubirajara da Silva, 78 anos, piloto do ultraleve que caiu no mar no dia 27 de julho, quando sobrevoava a região entre Navegantes e Itajaí, será cremado em Santa Catarina. A primeira opção da família era enterrá-lo em um jazigo no cemitério do Irajá, no Rio de Janeiro. No entanto, o estado do corpo, resgatado neste sábado pelos Bombeiros, não permitirá o translado.

A família aguarda autorização judicial para a cerimônia de cremação. A expectativa é que a liberação ocorra nesta segunda-feira.

Filho do piloto, o deputado estadual fluminense Pedro Fernandes, que concorre ao governo do Rio de Janeiro, disse que a localização do corpo traz paz à família, e que a espera era muito angustiante. Fernandes suspendeu temporariamente a agenda de campanha para se despedir do pai. Ele chegou neste domingo a Itajaí.

A família chegou a fazer buscas particulares desde o dia 3 de agosto, quando os Bombeiros e a Marinha suspenderam a operação oficial de busca pelo piloto. Na semana passada, sem novidades, a operação particular também havia sido interrompida.

O corpo foi localizado no início da tarde de sábado por pescadores, a 10 quilômetros da costa de Itajaí, e resgatado pelo Corpo de Bombeiros. As roupas possibilitaram o reconhecimento do piloto _ ele vestia uma camiseta de um aeroclube do Rio Grande do Sul.

Relembre o caso

José Ubirajara era o único tripulante a bordo da aeronave experimental, modelo Conquest 180 com prefixo PU-OGL. O piloto decolou às 11h de sexta-feira, 27 de julho, do Condomínio Aeronáutico Costa Esmeralda, em Porto Belo. A aeronave veio de Ijuí, no Rio Grande do Sul, e tinha como destino a cidade de Itanhaém, no interior de São Paulo.

O último contato de José Ubirajara com a torre de comando informou que ele estava a cerca de nove quilômetros a Sudeste de Navegantes, sobre o mar. Cerca de 20 minutos após a decolagem o piloto teria avisado a torre que havia perdido referência visual do voo. Um forte nevoeiro cobria o Litoral no momento.

Nos dias que se seguiram ao acidente foi encontrada uma mochila com pertences pessoais, uma mala e parte da fuselagem e do trem de pouso. Até agora, não há sinal de onde a aeronave possa estar.  

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