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Efeito da crise

Planos de saúde perderam 37 mil usuários nos últimos cinco anos em Santa Catarina

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Por Dagmara Spautz
27/06/2019 - 19h19 - Atualizada em: 27/06/2019 - 23h17

Os planos de saúde perderam 37 mil beneficiários em Santa Catarina desde 2014, quando iniciou a recessão econômica no país. O levantamento é da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e mostra que os números do Estado seguiram as estatísticas nacionais. O Brasil chegou a ter 50 milhões de usuários em 2014, e perdeu 3 milhões em cinco anos.

A redução no número de beneficiários dos planos de saúde tem aumentado, em todo o país, a procura pelos hospitais públicos. É a principal causa identificada pela secretária de Saúde de Balneário Camboriú, Andressa Haddad, para a superlotação da emergência do Hospital Municipal Ruth Cardoso, que esta semana voltou a impedir o acesso de ambulâncias por falta de espaço para novos pacientes.

No Litoral

Na região da Foz do Rio Itajaí-Açu, o número de usuários de planos de saúde é o menor dos últimos dois anos. O último dado divulgado pela ANS, com números de março, mostra uma flutuação ao longo dos meses, entre 131 mil e 132 mil beneficiários. Em março de 2019, eram 129 mil. A redução não chega a ser representativa, mas pode fazer a diferença em hospitais públicos que já atendem acima da capacidade – como é o caso do Ruth Cardoso.

Na Capital

Na Grande Florianópolis, eram 299 mil planos de saúde em março, segundo dados da ANS. O índice é também o mais baixo desde março de 2017, quando havia 302 mil beneficiários cadastrados.

No Vale

Os números do Vale do Itajaí, em relação aos planos de saúde, se comportam de maneira diferente do Litoral, segundo os dados da ANS. Os dados de março mostram 167 mil beneficiários – depois de uma queda no início de 2018, os índices se mantiveram entre 168 mil e 167 mil desde setembro do ano passado.

Desemprego

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) ressalta que a crise econômica é o principal motivo para a movimentação negativa porque o setor é impactado diretamente pelo número de empregos formais e pela queda de renda da população. Historicamente, 70% dos planos são empresariais – o que significa que, ao perder a vaga, o trabalhador também perde acesso à saúde suplementar.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

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