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Caso Lucimara

Polícia não acredita em insanidade mental de advogado preso por matar a namorada

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Por Dagmara Spautz
04/04/2019 - 12h53 - Atualizada em: 04/04/2019 - 14h07
Foto: Luiz Carlos Souza
Foto: Luiz Carlos Souza

O delegado Ícaro Freitas Malveira, responsável pelas investigações sobre a morte da advogada Lucimara Stasiak, 30 anos, disse nesta quinta-feira que a polícia vai apurar a alegação de insanidade mental do advogado Paulo Carvalho Souza, 42, que admitiu o assassinato. Paulo aparentava estar em surto psicótico, segundo a Polícia Militar, durante as 25 horas em que negociou sua rendição.

- Vamos apurar no inquérito, mas acredito que estava criando uma situação para obter benefício no processo criminal. Ele inclusive relatava que conhecia as técnicas criminais – disse o delegado.

A polícia encontrou no apartamento de Paulo, onde estava o corpo de Lucimara, uma receita médica de remédio para depressão. Mas o delegado diz que isso não comprova insanidade.

- A depressão aflige grande parte da população, e nem por isso as pessoas saem matando as outras – afirmou.

Um caderno, onde ele fez anotações de supostas alucinações, está em poder da polícia e será analisado. O delegado diz que é possível que Paulo planejasse como se livrar do corpo.

Segundo a apuração, Lucimara estava morta há seis dias, dentro do apartamento. Ela teria sido assassinada durante uma briga do casal, que foi ouvida por vizinhos.

Audiência de custódia

Na ordem de prisão preventiva, a juíza Bertha Rezende, que estava de plantão, destacou que o advogado agiu com “frieza” durante vários dias, até ser descoberto: “O indiciado manteve sua rotina, não demonstrou qualquer desequilíbrio emocional para nenhum vizinho e continuou a sustentar que Lucimara havia viajado e que tudo estava bem, o que demonstra extrema frieza”.

Para justificar a prisão, a juíza recorre aos números de feminicídio no Estado e como eles abalam a tranquilidade da sociedade. “O que se dirá de um acompanhamento, por quase 24 horas de uma situação dantesca, na qual um indivíduo - com formação jurídica é sabedor das consequências de seus atos - que expõe a barbarie, demonstra total desprezo pelos familiares da vítima, tripudia sobre a autoridade policial, enfim, protagoniza uma cena de horror para todo estado assistir”, completa.

A audiência de custódia de Paulo está marcada para esta quinta-feira à tarde, mas a defesa não deve solicitar a liberação. A tendência é que ele seja transferido da ala provisória do Presídio da Canhanduba para uma ala chamada de “seguro”, onde ficam presos por crimes que não são tolerados pelos demais detentos, ou que sofreram ameaças de morte no sistema prisional.

Como é advogado, Paulo tem direito a uma cela “especial”, isolada. Mas, segundo o advogado Christiano Cruspeire, que o representa, isso deve ser solicitado pela OAB.

A defesa de Paulo ressaltou a condução do caso pela polícia Civil e Militar de Santa Catarina, considerada exemplar.

- Eles se preocuparam em poupar uma vida – ressaltou o advogado.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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