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Por que Santa Catarina enfrenta epidemia de dengue em meio às baixas temperaturas do inverno

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Por Dagmara Spautz
07/07/2019 - 14h17
Foto: Divulgação Fiocruz
Foto: Divulgação Fiocruz

A confirmação de Camboriú na lista das cidades em situação de epidemia de dengue, na última sexta-feira (5), elevou para três o número de municípios catarinenses que estão em condição de epidemia em pleno inverno. Uma situação inusitada, já que uma das características da dengue é a tendência de proliferação da doença durante o verão. Entenda alguns dos motivos para as epidemias "fora de hora".

Prazo de notificação

O período que decorre entre a suspeita de um caso de dengue, a notificação por parte do município, e a confirmação do caso, pode demorar até 60 dias. Por isso, muitos casos que aparecem nas estatísticas agora, durante o período mais frio do ano, foram diagnosticados e tratados semanas atrás.

Temperatura

O verão se estendeu além do prazo este ano em Santa Catarina. Prova disso é que o pico da dengue ocorreu entre março e abril, quando o normal seria que ocorresse mais cedo, no auge do verão. A influência do fenômeno El Niño ajuda a explicar a variação climática.

Falta de pessoal

As três cidades que tiveram epidemia de dengue registrada, segundo informação da Dive, enfrentaram falta de agentes de endemias - ou seja, tiveram menos servidores do que o necessário para atuar na prevenção da dengue.

Hábitos de risco

Embora as campanhas de conscientização sejam constantes e, na prática, todo mundo saiba quais são os cuidados básicos para evitar a proliferação do mosquito da dengue, falta cuidado especialmente nas residências - onde está o maior número de focos do aedes aegypti no Estado.

Falta de inseticida

Santa Catarina, como outros estados no país, foi afetada pela falta do inseticida Malathion EW, enviado pelo Ministério da Saúde para o combate à dengue. O produto mata o mosquito aedes aedypti adulto e é usado como prevenção complementar em locais próximos àqueles onde moram ou trabalham pessoas que estão contaminadas, para controlar a proliferação da doença.

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O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

dagmara.spautz@somosnsc.com.br

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