nsc
nsc

Análise

Quem paga a conta do projeto reeleição de Bolsonaro

Compartilhe

Dagmara
Por Dagmara Spautz
28/09/2021 - 07h24 - Atualizada em: 29/09/2021 - 18h48
Presidente Jair Bolsonaro tenta viabilizar o Auxílio Brasil como parte do projeto de reeleição
Presidente Jair Bolsonaro tenta viabilizar o Auxílio Brasil como parte do projeto de reeleição (Foto: Alan Santos, PR, Divulgação)

O decreto que aumentou as alíquotas do IOF fincou as bases para o Auxílio Brasil, o Bolsa Família turbinado que é a grande aposta do presidente Jair Bolsonaro para reverter os índices de rejeição indicados pelas pesquisas. Com previsão de custo de R$ 62 bilhões em 2022, o dobro do que custa atualmente o programa de transferência de renda inaugurado pelos petistas, Bolsonaro pretende reconquistar o eleitor mais pobre, mais afetado pela crise, e calçar o caminho para a reeleição.

Receba as principais informações de Santa Catarina pelo Whatsapp

Do ponto de vista social, a turbinada no programa faz sentido. O Bolsa Família original deixou de ser reajustado de acordo com a inflação ao longo dos últimos anos, e seu impacto na renda das famílias diminuiu consideravelmente. Em 2004, o Bolsa Família correspondia a 30% do salário mínimo. Hoje, está em 17%. Num cenário de pandemia, economia em frangalhos, desemprego recorde e pobreza crescente, é urgente potencializar os programas sociais. A questão é como pagar a conta.

Renato Igor: Por que a bancada federal de SC pode se rebelar contra Bolsonaro

Bolsonaro anuncia investimentos de R$ 997 milhões para 2022, mas ignora SC

O governo Bolsonaro escolheu duas saídas emergenciais para financiar o Auxílio Brasil (e seu projeto de reeleição): o IOF e a reforma do Imposto de Renda, que ainda tem que passar pelo Congresso. Trocando em miúdos, vai aumentar impostos e impor mais essa carga aos contribuintes brasileiros, já afetados pela inflação, pela alta do dólar e pela instabilidade política. Com apoio do Parlamento.

Foro privilegiado para Julio Garcia na operação Alcatraz será julgado no STJ

Se quisessem, presidente e Congresso poderiam financiar a recauchutada no Bolsa Família com redução de custos. A começar pelo orçamento secreto, que tem drenado verbas públicas de forma pouco transparente com o objetivo de blindar o governo das ameaças de impeachment. Deixar de desperdiçar dinheiro do contribuinte com o aparato de segurança institucional mobilizado para motociatas e palanques eleitoreiros também seria de bom tom. Mas é mais fácil terceirizar a conta.

Participe do meu canal do Telegram e receba tudo o que sai aqui no blog. É só procurar por Dagmara Spautz - NSC Total ou acessar o link: https://t.me/dagmaraspautz

Confira os vídeos do NSC Total no YouTube​

Leia também

Teve reação à vacina da Covid-19? Saiba o que fazer

Entenda o conflito no Afeganistão com volta do Talibã ao poder em 10 perguntas e respostas​​​​

Variante Delta: veja a eficácia de cada uma das vacinas da Covid​​

Conheça os 16 animais mais estranhos e raros vistos em SC

As diferenças entre as vacinas da Pfizer, Astrazeneca e Coronavac

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Dagmara Spautz

Colunista

Dagmara Spautz

O que acontece de mais relevante em boa parte do litoral catarinense, especialmente Itajaí e Balneário Camboriú. Fontes exclusivas e informações de credibilidade nas áreas de política, economia, cotidiano e segurança.

siga Dagmara Spautz

Mais colunistas

    Mais colunistas