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    Região de Itajaí e Grande Florianópolis concentram mais de 40% dos casos do coronavírus em SC

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    Por Dagmara Spautz
    26/03/2020 - 11h38
    SC tem 122 casos de coronavírus (Foto: Abdesslam Mirdass, Hans Lucas, AFP)
    SC tem 122 casos de coronavírus (Foto: Abdesslam Mirdass, Hans Lucas, AFP)

    Dos 122 casos confirmados de coronavírus em Santa Catarina, de acordo com os números divulgados pelo Governo do Estado na quarta-feira (25), 42% se concentram na Grande Florianópolis e na região de Itajaí e Balneário Camboriú – áreas que estão entre de maior densidade populacional no território catarinense.

    São números iguais: 26 casos na Grande Florianópolis, em Canelinha, Rancho Queimado, São José, São Pedro de Alcântara e na Capital. E outros 26 na região da Foz do Itajaí-Açu, em Balneário Camboriú, Camboriú, Itajaí, Navegantes e Porto Belo.

    A cidade que concentra o maior número de casos no Estado é Florianópolis, com 16. Em seguida vem Itajaí, com 12 – a maioria, pessoas que fizeram o mesmo cruzeiro pela Grécia e Itália no início de março.

    Grande Florianópolis

    • Canelinha - 1

    • Florianópolis – 16

    • Rancho Queimado - 2

    • São José - 5

    • São Pedro de Alcântara - 1

    • Tijucas – 1

    Foz do Itajaí-Açu

    • Balneário Camboriú – 7

    • Camboriú - 2

    • Itajaí - 12

    • Navegantes - 3

    • Porto Belo – 2

    Maiores centros têm mais casos

    A Secretaria de Estado de Saúde ainda não comentou os números. Mas a médica infectologista Sabrina Sabino explicou que a concentração de casos ocorre nos maiores centros, onde há rede de saúde mais preparada e, portanto, mais testagem de pacientes.

    - Também mudou o critério de notificação. Se o paciente chega com síndrome respiratória aguda grave, é notificado. Outros casos não vão ser. Por isso é que, nas maiores regiões, acaba tendo mais.

    Segundo ela, isso não significa, no entanto, que o vírus circule com mais intensidade nesses locais do que em outras regiões no Estado. A médica alerta que os números devem, ainda, aumentar nos próximos dias.

    - Já temos transmissão comunitária. Temos as medidas de contenção, de isolamento, mas as pessoas vão ao mercado, há médicos trabalhando, frentistas. Existe ainda essa transmissão e ela vai persistir por um período.

    A infectologista diz que a decisão do Governo do Estado, de determinar o isolamento social rapidamente, assim que a pandemia se aproximou, deve deixar Santa Catarina numa posição melhor do que São Paulo, por exemplo, em relação ao número de casos. A médica defende a continuidade da quarentena para conter a proliferação do vírus.

    Aeroportos

    Já o Presidente da Unimed Litoral, o urologista Umberto João D´Avila, diz que a localização dos dois maiores aeroportos do Estado nas duas regiões com mais casos – os aeroportos de Florianópolis e Navegantes – pode explicar o crescimento.

    _ Muita gente viaja para a Europa e São Paulo. Com o isolamento que se criou, as pessoas que estavam em férias voltaram e quem tinha viagem marcada não foi – diz.

    O médico é favorável à retomada gradativa das atividades pelos mais jovens, abaixo dos 40 anos. Mas defende que o Estado mantenha o que chama de “isolamento migratório” do Estado, para evitar que as pessoas viagem entre Santa Catarina e outros estados do país durante a pandemia.

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